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Coluna da Maga06/07/2020 | 05h00Atualizada em 06/07/2020 | 11h54

Magali Moraes: ser velho é ser gente

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes: ser velho é ser gente Fernando Gomes/Agencia RBS
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Esses dias vi uma live bem interessante sobre idadismo. É como se chama o preconceito etário. Discriminar alguém por ser velho. Sabe tratar mal, humilhar ou ignorar a pessoa? Só tem um pequeno detalhe: todo mundo vai ficar velho um dia. E tudo indica que, cada vez mais, iremos viver por muito mais tempo. O Brasil está envelhecendo. Não é apenas aqui. Se a faixa etária 50+ fosse um país, seria o terceiro maior país do mundo (atrás dos EUA e China). Dá pra refletir, hein? 

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O idadismo é considerado o maior preconceito que existe porque toda a humanidade vai envelhecer. Somos vulneráveis ao passar do tempo, mas ninguém precisa se tornar invisível por causa disso. A gente não percebe como esse preconceito até pode estar disfarçado de brincadeira. Lembrei daqueles aplicativos que envelhecem a fotografia das pessoas e viram febre nas redes sociais. É engraçado se enxergar velho? Então por que é tão difícil enxergar os velhos que estão por perto?

Poderosas

A queridíssima Laura Kroeff chamou mulheres poderosas pra essa conversa. E reencontrei a Sonia da @avosdarazao. Procure o canal delas no YouTube: Avós da Razão. Que exemplo de como envelhecer bem! São três amigas de longa data que sempre gostaram de se encontrar em botecos pra beber e conversar. E agora fazem isso na internet respondendo com sinceridade e humor as perguntas que o público envia. Inclusive muitos jovens que querem saber a opinião delas sobre tudo.

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A Gilda (78 anos), a Sonia (82) e a Helena (91) não têm papas na língua. Nessa live, a Sonia mandou o recado: os velhos precisam “sair do aposento”. O idadismo se combate mostrando a cara e a voz! Tem que aparecer, participar da sociedade. Ocupar bem o tempo. Mexer o corpo e a mente. Aprender a usar a tecnologia pra viver melhor e se aproximar das pessoas (jovens, ensinem os mais velhos). Segundo a Sonia, se velho se junta sem tecnologia vira sarau. No caso das Avós da Razão, vira uma festa.

 
 
 
 
 
 
 
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