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Explica Aí02/07/2020 | 05h00Atualizada em 02/07/2020 | 05h00

O Diário Gaúcho te ajuda a entender o que está acontecendo com o preço da carne

Quem explica os fatores envolvidos é a colunista de Zero Hora Gisele Loeblein

No ano passado, o aumento no preço da carne virou assunto em todas as mesas do país, em especial a dos gaúchos, que curtem um bom churrasco. A estimativa era de que em 2020, os valores ficassem mais estáveis. Mas o coronavírus trouxe efeitos imprevisíveis. Quem faz as compras deve ter percebido que alguns produtos estão mais caros. Entenda o que aconteceu com as respostas da colunista de Zero Hora Gisele Loeblein.

A carne ficou mesmo mais cara na pandemia?

Levantamento recente feito por pesquisadores do Núcleo de Estudos em Sistemas de Produção de Bovinos de Corte e Cadeia Produtiva (Nespro) da UFRGS mostra que nove entre 10 cortes de carne bovina aumentaram de preço entre 31 de março e 24 de junho. O único a ter queda no período foi o filé mignon. Por outro lado, a costela ficou 40,69% mais cara. A segunda maior alta foi na carne moída de segunda, 12,7%.

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E por que isso aconteceu?

A chegada do coronavírus ao Estado teve como primeiro efeito uma corrida aos supermercados. Muita gente quis se prevenir e começou a comprar grandes quantidades, para fazer estoque em casa. Isso aconteceu com vários produtos. Logo em seguida, a intensificação da crise econômica e as demissões decorrentes disso provocaram reação contrária, colocando um freio no consumo de produtos mais caros. As pessoas passaram a levar para casa o que era essencial. E nas proteínas animais, substituíram por aquelas que são mais baratas. Com a manutenção do quadro de distanciamento social – e sem previsão de quando terá fim –, houve nova adaptação. Mais em casa, os gaúchos retomaram o churrasco. Só que, com restrição de pessoas. Para não pesar tanto no bolso, trocaram o corte, dando preferência à costela. A procura em alta deixou a peça mais cara. 

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 Daqui para frente, como deve ficar?

Difícil dar certeza, diante de tantas perguntas ainda sem respostas. A tendência é de que, a partir da segunda quinzena de julho, possa haver queda. Vale lembrar que o período que ainda é considerado de entressafra, ou seja, de menor oferta. O preço pago ao produtor está valorizado no Estado – e também no Brasil Central e no Uruguai, que também fornecem carne para os gaúchos. As exportações seguem em bons patamares. O período de ampliação da oferta no RS ganha força em setembro. O que costuma reduzir valores. Neste ano, no entanto, vale lembrar que houve estiagem no Estado, o que pode impactar no resultado final.

 
 
 
 
 
 
 
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