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Lá em Casa28/08/2020 | 11h38Atualizada em 28/08/2020 | 11h38

Cris Silva: "A gente precisa falar sobre isso"

Colunista escreve sobre maternidade e família todas as sextas-feiras

Cris Silva: "A gente precisa falar sobre isso" Agência RBS/Agência RBS
Cris Silva Foto: Agência RBS / Agência RBS

Eu acredito que conversar sobre educação sexual é uma das formas mais eficazes de prevenir e enfrentar o abuso sexual contra crianças e adolescentes. A informação é a melhor maneira de proteger nossos filhos das ameaças do mundo. Precisamos ensiná-los, desde cedo, com abordagens apropriadas para cada faixa etária, sobre conceitos de autoproteção, consentimento. Explicar a diferença entre toques agradáveis e bem-vindos e aqueles que são invasivos e desconfortáveis. Isso tudo é fundamental para aumentar as chances de proteger crianças e adolescentes de possíveis violações. 

Não sabe por onde começar? No livro “Body Safety Rules” (“Minhas Regras de Segurança Corporal”, em inglês), escrito pela educadora britânica Jayneen Sanders, há dicas valiosas. Eu separei cinco que já ajudam bastante. 

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Dicas da educadora Jayneen Sanders

1. Mostre que o corpo é só dele
/// Ensine seu filho que ele pode dizer “não” se alguém forçá-lo a tocar, abraçar ou beijar outra pessoa. Ao cumprimentar um desconhecido, o aperto de mão pode ser uma alternativa a beijos e abraços (lembrando que, em tempos de pandemia, nenhum contato é recomendado).

2. Crie uma rede de segurança
/// Ajude seu filho a formar esse grupo, que deve reunir três ou quatro adultos em quem ele confia para contar o que quiser, caso se sinta preocupado ou inseguro. 

mother wakes her daughter in bed in  morningAcordar de manhã. A mãe acorda a filha na cama de manhã.Indexador: Evgeny AtamanenkoFonte: 201697143
Pais: ensinar para protegerFoto: JenkoAtaman / stock.adobe.com

3. Fique atento aos sinais
/// Explique à criança que seu corpo é inteligente e, por isso, mostra quando está desconfortável. Dor no estômago, coração acelerado ou suor sem motivo podem indicar que algo não vai bem, e isso deve ser contado a um adulto de confiança. 

4. Respeite a intimidade  
/// Chame as partes íntimas de seu filho pelo nome correto e explique que ninguém, criança ou adulto, pode tocá-las, a não ser os responsáveis. Diga ainda que não é legal que ela toque no corpo de outra pessoa. 

5. Não estimule segredos  
/// Explique que sua família tem “surpresas felizes”, em vez de segredos. Isso porque as surpresas podem ser contadas. Assim, se alguém pedir a seu filho que mantenha um segredo, ele saberá a maneira certa de agir. 

Boa leitura!

Eu separei alguns livros da literatura infanto-juvenil que foram escritos por pedagogos, psicólogos e educadores sexuais e abordam o tema da prevenção ao abuso sexual infantil de forma leve e didática:
- “Pipo e Fifi”, da educadora sexual Caroline Arcari
- “O Segredo de Tartanina”, das psicólogas Alessandra Rocha Santos Silva, Sheila Maria Prado Soma e Cristina Fukumori
- “Não me Toca seu Boboca”, de Andrea Taubman.

Pérola

– Filho, foi tu que virou o vasinho da mamãe?
– Foi sim, mãe. Mas eu derrubei ele com muito cuidado.
Arthur, três anos


 
 
 
 
 
 
 
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