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Coluna da Maga05/08/2020 | 09h00Atualizada em 05/08/2020 | 09h00

Magali Moraes e a saudade das lojinhas

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e a saudade das lojinhas Fernando Gomes/Agencia RBS
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Quem aí tá com saudade de bater perna olhando as vitrines? Bons tempos. Quer dizer, nem tanto. A gente gastava o que não devia. Mas era gostoso pra se distrair e conhecer as novidades (suspiro). Se tem algo que eu vou evitar ao máximo nos próximos meses é entrar em shopping. Perdi o costume. Ultimamente fico incomodada até com cenas de filme onde aparecem muitas pessoas juntas. E me arrepio só de pensar num cinema ou show lotados. Estaremos mudados pra sempre? 

Comprar online é super prático, eu sei. O problema é esperar as compras chegarem. A não ser que você compre um livro digital, que já baixa na mesma hora pro celular, vai levar uns dias pra sua compra chegar. Os ansiosos já ficam rastreando o trajeto do pacote. Ainda mais com os Correios sobrecarregados. Numa loja física, a sacolinha sai pendurada no braço. Lembro tão bem dessa sensação! E quando a gente comprava roupa e já vestia na própria loja, levando embrulhado o look antigo? 

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Bolso

Nos sites e aplicativos, dá pra aproximar a foto e ver de perto o bolso da calça (se for preta, esquece). Pegar na mão pra sentir o tecido é impossível. Pode rolar as imagens. Só não pode empurrar os cabides. Nem encher os braços de calças pra experimentar. Ou sentir a etiqueta de preço pinicando. O bom é que não precisa reclamar da luz horrível do provador. E aquelas fichas compridas com o número de roupas pra alguém conferir na saída? Daqui a pouco elas vão virar peça de museu.

Sabe o que mais eu sinto falta? Daquele joguinho que as mulheres fazem na frente da arara, quando subitamente se interessam por uma blusa só porque uma desconhecida pegou pra olhar. E a saudade de experimentar perfumes? Riscar no dorso da mão três cores de batom. Provar um sapato e desfilar no tapetinho da loja. Aos poucos, o comércio vai reabrir. Vendedores voltarão ao trabalho. E manequins vão sorrir nas vitrines. Quer dizer, se eles estiverem de máscara, sorrir só com os olhos.


 
 
 
 
 
 
 
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