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Coluna da Maga14/08/2020 | 09h00Atualizada em 14/08/2020 | 09h00

Magali Moraes e as rodinhas de conversa

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e as rodinhas de conversa Fernando Gomes/Agencia RBS
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Eu gosto de imaginar o conteúdo de um jornal como várias rodinhas de conversa em uma festa, por onde os convidados circulam livremente. Não que a vida seja uma festa. É apenas uma metáfora. E adoro usar comparações como figura de linguagem. Mas uma coisa é certa: vocês, leitores, são o centro de tudo. É pra vocês que essa festa imaginária é produzida todos os dias. Se ontem foi tri boa, mal dá tempo de descansar e organizar o ambiente. Hoje tem mais. É uma edição atrás da outra.

Vem comigo olhar de perto as rodinhas. Aquela lá tá animada! Dá pra ouvir daqui o pessoal conversando sobre o último capítulo da novela. O vilão beijou a mocinha?! Melhor só se chegar a cantora do momento. Nessa conversa tem sempre celebridades, dicas de séries e filmes. Ao lado está a rodinha dos esportes. A turma fala alto, especialmente em dia de Gre-Nal. Se pudessem, garanto que trocariam a música da festa por um grito de gol. Ou fariam a narração dos salgadinhos e doces.

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Absurdo

Mais adiante tem uma roda onde o papo é tenso: política. Ninguém se entende, parece tudo tão absurdo. Circulando mais um pouco, tem outra rodinha séria. O papo gira em torno de segurança, assaltos e crimes. Pega ladrão!! Pesou o clima? Dá uma fugida pra rodinha onde sempre se aprende algo. O assunto? Sexo e relacionamento! Agora vem circular entre os outros colunistas. Tá todo mundo presente. Cada um de nós cria uma roda de conversa em torno de si. Olha! É o Guri de Uruguaiana!

Fico pensando o que atrai você pra minha. Um sorriso? É onde o ar tá mais levinho? Um papo curioso? Eu gesticulando com palavras? Você me conhece. Sabe que tudo rende coluna. "Incrível como qualquer assunto vira um belo texto", disse o Nathan. E vocês nunca me deixam falando sozinha. Garanto que a nossa rodinha caminharia junta até a fila do banheiro só pra não interromper o papo. Depois a conversa invadiria a cozinha pra gente se servir de mais uma fatia do cotidiano.


 
 
 
 
 
 
 
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