Pesquisadores visitam casas e aplicam testes em nova fase de estudo sobre prevalência do coronavírus - Notícias

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Epicovid19-RS17/08/2020 | 08h59Atualizada em 17/08/2020 | 08h59

Pesquisadores visitam casas e aplicam testes em nova fase de estudo sobre prevalência do coronavírus

Em Porto Alegre, etapa está sendo cumprida na Cefer 2, no bairro Jardim Carvalho

Pesquisadores visitam casas e aplicam testes em nova fase de estudo sobre prevalência do coronavírus Mateus Bruxel/Agencia RBS
Somente na Capital, serão 500 testes entre sábado e segunda Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS

Moradores de nove cidades gaúchas receberam visitas de pesquisadores na manhã deste sábado (15). Equipes estão percorrendo casas para a sétima fase do estudo de prevalência do coronavírus no Rio Grande do Sul (Epicovid19-RS).

Até segunda-feira (17), 4,5 mil pessoas serão submetidas a testes rápidos e entrevistas em Pelotas, Porto Alegre, Canoas, Caxias do Sul, Passo Fundo, Santa Maria, Ijuí, Santa Cruz do Sul e Uruguaiana.

Na manhã deste sábado, o local visitado pelos pesquisadores na Capital foi a Cefer 2, no bairro Jardim Carvalho. A escolha é feita por meio de sorteio aleatório, com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Primeiro a fazer o teste nesta manhã, um jovem sorteado disse que não ficou nervoso. O nome e as características dele não podem ser divulgados devido às regras do estudo.

— Eu estou bem tranquilo. Estava até querendo fazer esse teste, porque tenho certeza de que já tive contato. Eu me senti mal por uns dias há alguns meses. Mas foram dois dias, porque me recupero rápido, não costumo ficar doente — contou o jovem, que segue trabalhando.

Apesar do sentimento dele, o resultado foi negativo. Ao saber disso, comemorou erguendo o braço com o punho cerrado.

Somente na Capital, serão 500 testes entre sábado e segunda — todos aplicados por equipes da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). Os moradores selecionados recebem o resultado em 15 minutos — se for positivo, a família toda é testada.

— Eles podem até tirar foto do exame. A Vigilância Sanitária também é notificada para entrar em contato e dar a orientação. Tem sido tranquilo de sermos recebidos porque as pessoas querem fazer os testes. É mais fácil recusarem por ser muito cedo da manhã do que por ser uma pesquisa — conta Aline Ferrari Blanco, 24 anos, estudante de Biomedicina da UFCSPA e integrante do estudo.

A pesquisa, coordenada pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), busca estimar o percentual da população gaúcha que já contraiu a covid-19. Os dados mais recentes, divulgados no final do mês de julho, estimam que 108,7 mil pessoas já tenham sido infectadas — o que equivale a um a cada 104 habitantes do Estado.

A sétima etapa estava inicialmente prevista para a próxima semana. No entanto, como o número estimado de pessoas infectadas dobrou entre o penúltimo e o último levantamento, o governo e a coordenação da pesquisa optaram por antecipar esta fase. 

Além do exame, o participante selecionado responde a uma entrevista rápida sobre sintomas, busca por assistência médica e rotina dele e da família em relação ao distanciamento social. A previsão é de que os resultados sejam divulgados cerca de 72 horas após a finalização da coleta de dados.

O estudo tem apoio das prefeituras, por meio das secretarias de Saúde e de órgãos de segurança. Em caso de dúvidas, os moradores podem entrar em contato com a Guarda Municipal ou com a Brigada Militar.

Doze universidades públicas e privadas também são parceiras do levantamento. A partir desta rodada, o Banrisul também participará do financiamento, assim como a Unimed Porto Alegre, o Instituto Cultural Floresta e o Instituto Serrapilheira, do Rio de Janeiro.

 
 
 
 
 
 
 
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