Magali Moraes e o arroz, vilão da vez - Notícias

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Coluna da Maga18/09/2020 | 09h00Atualizada em 18/09/2020 | 09h00

Magali Moraes e o arroz, vilão da vez

Colunista escreve às segundas, quartas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e o arroz, vilão da vez Fernando Gomes/Agencia RBS
Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Ah se eu soubesse que o arroz iria virar um prato indigesto de tão caro. Teria comido mais pra estocar na minha pança. Nos últimos meses, tive que diminuir o consumo de carboidratos por ordem médica. E o arroz foi sumindo de vista. Pensa num monte de saladas e verduras no lugar onde antes eu servia o arroz (e repetia). Fui obrigada a fazer escolhas. Em dia de feijão novinho, só feijão e olhe lá. E a saudade de risoto e carreteiro? Mais um pouco tô sonhando com bolinho de arroz.

Enquanto eu me privava de comer essa delícia, seu preço disparou e o arroz se tornou o vilão da vez. Claro que virou meme na internet. É pra rir ou pra chorar? Até a Ana Maria Braga apareceu na TV essa semana usando um colar feito de arroz, e disse que ia guardar no cofre. Chique ela! Estão limitando a quantidade de sacos no súper. Há pouco eram o papel higiênico e o álcool em gel, lembra? Uma alta de 19%. O maior preço em 12 anos. Será o arroz o novo filé mignon? Pobre cesta básica. 

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Coragem

E se o celular cair na privada, na banheira cheia, no tanque, na poça d'água? Como alguém vai ter coragem de abrir um saco de arroz pra enfiar o celular lá dentro e deixar secar? Tá mais barato o conserto do que gastar os mantimentos. Todo cuidado é pouco pra não queimar o arroz na panela. Agora é como queimar dinheiro. Fazer arroz doce só em dia de grande comemoração. Senão é ostentação. Recado para os noivinhos: não esqueçam da máscara e de proibir a família de jogar arroz na saída.

Imagina o perigo de derrubar a lata onde guarda o arroz. Na atual conjuntura, bora se ajoelhar no chão da cozinha e catar um por um. Os joelhos que lutem. Grãos de arroz cru voam longe, já os cozidos criam garras e grudam na colher, na borda do prato, no fundo do pote plástico. Atenção redobrada pra não desperdiçar. Ele já foi um mero acompanhamento. Hoje é objeto de desejo. Hummm… Que fome de arroz soltinho! Dá um ronco na boca do estômago e um rombo no bolso.


 
 
 
 
 
 
 
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