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Lá em Casa16/10/2020 | 12h49Atualizada em 16/10/2020 | 12h49

Cris Silva: "Ensinando o valor do dinheiro"

Colunista escreve sobre maternidade e família todas as sextas-feiras

Cris Silva: "Ensinando o valor do dinheiro" Agência RBS/Agência RBS
Cris Silva Foto: Agência RBS / Agência RBS

Esses dias, Teteu, meu filho de dois anos, pediu um cofrinho. Na hora eu perguntei por que ele gostaria de ter um cofrinho. Ele respondeu: 

– Pra guardar meu dinheiro! 

Eu achei engraçado porque ele nunca ganhou dinheiro e tampouco tinha mostrado interesse sobre o assunto, mas gostei que ele já sabe que é importante guardar. Aqui na coluna, o assunto também é uma novidade, então, trago dicas de como começar a falar em dinheiro com os pequenos.

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Palavra da especialista 

A jornalista pela PUC-SP Carolina Ruhman Sandler é fundadora e CEO do site Finanças Femininas e estudou Economia no Instituto de Estudos Políticos da França. Segundo ela, a educação financeira para crianças é fundamental como uma forma de passar valores corretos na hora de lidar com o dinheiro e, ainda, de prepará-las para o futuro. De modo geral, a partir dos seis anos, as crianças já podem começar a lidar com dinheiro. Confira as dicas da Carolina a seguir!

CAXIAS DO SUL, RS, BRASIL - 28/12/2011 -  Como passar 2012 sem dívidas. Produção de fotos com cofre em forma de porquinho, para economia. Moedas de Real, um, cinquenta e dez centavos.  (Porthus Junior/Pioneiro)
Ter um cofrinho pode estimular a criança a economizarFoto: Porthus Junior / Agencia RBS

Como falar de economia com uma criança?

Estabeleça uma mesada
/// Criança adora pedir. Brinquedos, de preferência! Mas quem já levou os filhos no supermercado sabe bem disso. Em vez de ceder sempre ou então correr o risco de ser a “chata” por dizer não, aproveite a oportunidade para ensiná-los sobre o valor do dinheiro.
/// Ao criar uma mesada, você estabelece um limite de gastos a eles e os ensina a poupar para juntar o suficiente para comprar aquela fita nova de videogame, por exemplo. É a melhor forma de ensinar a diferença entre querer algo e precisar daquilo, pois com uma mesada estabelecida, as crianças precisam aprender a priorizar os seus gastos e escolher o que importa.

Ensine-os a poupar
/// Você deve mostrar que a mesada não é para ser gasta na hora em que eles a recebem. Para isso, ajude-os a planejar os gastos: além das comidinhas e figurinhas, existe algo que eles queiram muito ter? Estabeleçam juntos um objetivo e, para atingi-lo, ensine a eles que será necessário guardar um pouco todo mês.
/// Para deixar o processo mais interessante (e realista), vale até dar juros de rendimento: para cada R$ 1 guardado por semana, por exemplo, eles podem ganhar R$ 0,25. Desta forma, você os ensina a poupar e ainda mostra as vantagens de investir.

Converse muito e ensine os conceitos
/// Para ensinar os seus filhos a tratar de dinheiro, você não pode tratar o tema como um tabu. Você pode ter conversas explicando conceitos como pagamento, troco, dívida, orçamento… Traga isso para o universo deles e deixe-os participar, na medida correta, das discussões de dinheiro da família.
/// Uma forma de tocar no assunto pode ser uma viagem: inclua-os no planejamento e debata o que faz parte do orçamento familiar e o que não faz.

Tenha paciência e seja um exemplo
/// Lembre-se que demora para aprender a lidar com dinheiro. Afinal, quantos anos você precisou para saber equilibrar todos os gastos e entender a diferença entre querer e precisar? Pois bem, os seus filhos estão agora neste mesmo caminho.
/// Traga o assunto para o dia-a-dia deles, sem exageros, e seja um exemplo. Ninguém aprende a poupar se a sua família vive gastando mais do que pode.

Conversa lúdica sobre finanças

lá em casa, dinheiro nasce em árvore, carol sandler
O livro da CarolFoto: Divulgação / Divulgação

“Dinheiro nasce em árvore?” é o primeiro livro infantil da jornalista Carolina Sandler. Inspirada nas dificuldades que várias mães têm de falar sobre dinheiro com os filhos, ela criou a história “Dinheiro nasce em árvore?” como uma forma de auxiliar pais e mães a ter essa conversa tão complicada com as crianças.

Pérola

– Dimi, vamos falar o alfabeto?
– Vamos.
– Eu começo. A...
– Fabeto!
Dimitri, cinco anos


 
 
 
 
 
 
 
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