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Teu Bolso10/10/2020 | 05h10Atualizada em 10/10/2020 | 05h10

Tomate é o vilão do mês na cesta básica

Levantamento do Dieese mostra que o item teve aumento de 29,1% no mês. Já o arroz é o campeão de alta do ano, com 67,5% acumulados. 

Tomate é o vilão do mês na cesta básica Félix Zucco/Agencia RBS
Consumidor levou um susto ao fazer as compras Foto: Félix Zucco / Agencia RBS

Se você está tendo a sensação de que, a cada vez que vai fazer compras no supermercado, os produtos estão mais caros, saiba que não é só uma impressão. Conforme o levantamento mensal do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), dos 13 itens que compõe a cesta básica, 10 apresentaram alta em setembro, levando em conta os dados referentes a Porto Alegre

A pesquisa foi divulgada nesta semana e apontou o tomate como o grande vilão do mês. Em relação ao levantamento de agosto, o item teve uma alta de 29,11%. 

E quem tinha já apresentado alta no mês passado, cresceu mais ainda na nova pesquisa. Depois do tomate, arroz e óleo tiveram aumento nos preços de 19,75% e 19,41%, respectivamente. 

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No total, a cesta básica da Capital ficou custando R$ 552,86. Em relação ao levantamento do mês anterior, quando o valor era R$ 528,61, houve alta de 4,59%. No ranking das 17 capitais pesquisadas pelo Dieese, Porto Alegre seguiu com a quarta cesta básica mais cara do país, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis, que lidera o índice, com o valor de R$ 582,40. A cesta básica mais barata do Brasil é a de Natal, no Rio Grande do Norte, que custa R$ 422,31.

Em Porto Alegre, desde janeiro, a cesta básica apresenta uma elevação de 9,2% no seu preço. E, ainda conforme o Dieese, no acumulado dos últimos 12 meses, essa elevação salta para casa dos 20,64%. 

Um dado interessante do levantamento é a variação de cada produto no acumulado do ano e dos últimos 12 meses. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, o campeão de alta é o arroz, que subiu 67,51% desde janeiro. No lado oposto, a batata reduziu seu preço em 11,28% neste mesmo período. Em relação aos últimos 12 meses, quem mais subiu de preço foi o óleo de soja, que está 75,96% mais caro do que no mesmo período de 2019. A batata também foi a que mais perdeu valor no acumulado deste período, com redução de 28,64%.

Para se ter ideia de como a alta é significante no bolso do consumidor, nestes mesmos períodos, a inflação foi bem inferior aos aumentos. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – que aponta a inflação no país – até setembro, havia acumulado alta de  1,34% em relação a janeiro. E no acumulado dos últimos 12 meses, a inflação foi de 3,14%.

Entre os motivos, pandemia e entressafra

Como apontam especialistas, a pandemia, o aumento do consumo e períodos de entressafra, além de períodos de estiagem mais severos no início do ano, prejudicaram os produtos e afetaram ainda mais os preços. E, nos últimos meses, o cenário global também afetou os preços brasileiros. 

Conforme Daniela Sandi, economista do Dieese, o dólar alto, o aumento das exportações e ausência de estoques reguladores de grãos para minimizar as altas são motivos que mantiveram arroz e óleo de soja entre os produtos com maior elevação novamente neste mês.

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Já em relação à batata, que teve redução no preço, o avanço do período colheita e a volta do calor aumentaram a oferta do produto, possibilitando a queda nos preços, como explica Daniela.

Quanto ao grande vilão do mês, o tomate, a razão da elevação é a baixa oferta no mercado, pois boa parte da produção já foi colhida, aponta a economista:

– E com alguns dias de temperaturas ainda baixas, o processo de maturação de novas safras se torna ainda mais lento, demorando para regular a oferta do produto.

Quanto variou cada produto no mês

Tomate: 29,11%

Arroz: 19,75%

Óleo de soja: 19,41%

Banana: 17,76%

Feijão: 4,89%

Manteiga: 3,87%

Leite: 2,97%

Café: 2,42%

Farinha de trigo: 2,05%

Açúcar: 0,39%

Pão: -0,32%

Carne: -0,49

Batata: -22,11%

 
 
 
 
 
 
 
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