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Eleições 202011/11/2020 | 20h43Atualizada em 11/11/2020 | 20h43

Fortunati renuncia à disputa pela prefeitura de Porto Alegre

Na segunda-feira, TRE indeferiu registro da candidatura de André Cecchini, que concorria a vice na coligação do ex-prefeito

Bruna Vargas
Bruna Vargas

José Fortunati (PTB) está fora da disputa pela prefeitura de Porto Alegre. O ex-prefeito anunciou a renúncia durante live no Facebook, na manhã desta quarta-feira (11), dois dias depois de o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) ter indeferido a candidatura do vice da chapa, André Cecchini (Patriota).

— Me dói muito dizer isso, me dói, do fundo do meu coração, mas nós não vamos prosseguir nessa caminhada — declarou Fortunati, que ainda não anunciou apoio a nenhum dos demais candidatos no primeiro turno.

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Durante o pronunciamento (assista acima), que levou cerca de 20 minutos e foi feito a partir da produtora onde gravava os programas eleitorais, o candidato trabalhista voltou a criticar a decisão do TRE e leu documentos sobre o prazo de julgamento de recursos e o acolhimento da candidatura de Cecchini.

— Estranhei e continuo estranhando muito essa decisão, para mim, absolutamente política, tomada na última hora e ferindo de morte nossa campanha.

Ao anunciar a renúncia, Fortunati argumentou que seguir no processo eleitoral poderia trazer "insegurança jurídica", uma vez que dificilmente um recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seria julgado até domingo (15), quando ocorre o primeiro turno.

A renúncia do candidato trabalhista começou a ser discutida na tarde de segunda-feira (9), quando o TRE anunciou o indeferimento da candidatura de Cecchini por ter se filiado ao Patriota depois do prazo estipulado pela Justiça Eleitoral. Como não havia mais tempo para substituir o vice, a decisão poderia inviabilizar toda a chapa — que corria risco de ter os votos anulados.

Na terça (10), a coligação Somos Todos Porto Alegre disse que iria ingressar com pedido de embargo declaratório para contestar o indeferimento, e Fortunati lançou ofensiva nas redes sociais. Pelo Twitter, disse que o TRE tinha tomado uma "decisão política", argumentando que o julgamento do recurso teria sido feito fora do prazo estipulado pela lei federal.

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Sem poder para reverter a decisão do TRE, a elaboração do embargo declaratório deu mais tempo à coligação para decidir o que fazer, uma vez que um eventual pedido de recurso junto ao TSE poderia não ser julgado a tempo. Ao longo do dia, a cúpula do PTB discutiu com lideranças do MDB a possibilidade de retirada da candidatura de Fortunati e adesão à campanha de Sebastião Melo.

A decisão, contudo, tinha um pano de fundo desfavorável: o recurso que resultou no indeferimento da candidatura de Cecchini foi protocolado por um candidato a vereador que integra a coligação de Melo. Esposa de Fortunati, a deputada estadual Regina Becker manifestou "tristeza" pelo envolvimento da candidatura do emedebista, que foi vice-prefeito de Fortunati entre 2013 e 2016, com o ato que inviabilizou a candidatura do marido.


 
 
 
 
 
 
 
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