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De risco alto27/11/2020 | 20h10Atualizada em 27/11/2020 | 20h10

Pela primeira vez, mapa preliminar indica todas as 21 regiões do RS em bandeira vermelha

Governo do Estado afirma que este é o momento mais crítico desde o início da pandemia. As prefeituras poderão recorrer das definições e o mapa definitivo será divulgado na segunda

Pela primeira vez, mapa preliminar indica todas as 21 regiões do RS em bandeira vermelha Governo do RS / Divulgação/Divulgação
O número de pacientes internados em leitos clínicos e UTIs atingiu o pico da série histórica Foto: Governo do RS / Divulgação / Divulgação

O Rio Grande do Sul passa pelo "momento mais crítico" desde o início da pandemia de coronavírus. Essa foi a definição do governo do Estado ao anunciar, nesta sexta-feira (27), o mapa preliminar do modelo de distanciamento controlado do RS. Com o número de pacientes internados em leitos clínicos e em UTIs atingindo o pico da série histórica, pela primeira vez desde o começo do modelo todas as 21 regiões covid do Estado foram classificadas em bandeira vermelha, que indica alto risco epidemiológico para o contágio da doença.

O mapa definitivo será divulgado pelo governo estadual, após análise de recursos, na próxima segunda (30), e valerá entre terça (1º) e segunda (7).

Nesta semana, o mapa vigente tem oito regiões em bandeira vermelha e 13 regiões em laranja, de risco médio. Até o momento, o mapa mais avermelhado já visto no Estado havia sido o preliminar da 15ª rodada, que apresentou 16 regiões com risco alto. Após recursos, o mapa definitivo, vigente entre os dias 18 e 24 de agosto, trouxe 14 regiões em vermelho.

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Das 21 regiões covid, apenas Uruguaiana, Bagé e Guaíba não apresentam protocolos próprios, geridos pelo sistema de cogestão regional — as outras 18 regiões são Porto Alegre, Santa Maria, Lajeado, Santo Ângelo, Santa Rosa, Cruz Alta, Taquara, Cachoeira do Sul, Santa Cruz do Sul, Pelotas, Caxias do Sul, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Capão da Canoa, Canoas, Ijuí, Palmeira das Missões e Erechim.

Os municípios que não concordarem com a classificação preliminar pode enviar pedidos de reconsideração ao governo do Estado até as 6h de domingo (29).

Menor nível de leitos livres desde o início do distanciamento controlado

Na quinta-feira (26), o Estado chegou a 1.183 pacientes hospitalizados por conta do coronavírus e a 775 pessoas internadas em leitos de UTI. Com a manutenção do total de leitos e o aumento de 13% nos pacientes confirmados por covid-19 internados em UTI, houve nova redução de leitos livres. 

O governo calcula um índice de ocupação baseado na razão entre os leitos livres e os leitos de UTI ocupados por pacientes covid, dividindo o segundo item pelo primeiro, observar qual é capacidade do sistema. Esse índice chegou ao  menor nível desde o início do distanciamento controlado: 0,67 (era 0,92 na semana anterior).

O quadro fez com que o indicador específico que mede a capacidade de atendimento do Estado como um todo recebesse a classificação de risco altíssimo (bandeira preta), cenário que se repete em cinco das macrorregiões (Metropolitana, Serra, Missioneira, Centro-Oeste e Norte).

Conforme o governo do Estado, houve uma piora em diversos indicadores ao longo da última semana. O número de casos ativos para doença cresceu 13% e ultrapassou a marca de 21 mil pessoas que testaram positivo apenas nesse período.

Pela primeira vez, ao menos três regiões tiveram média ponderada que as aproximou da classificação final em bandeira preta: Bagé, Erechim e Uruguaiana. Além da situação piorar em toda a macrorregião Norte, Erechim foi a única que alcançou classificação de risco máximo nos quatro indicadores regionais.

A situação piorou significativamente no último mês. De 30 de outubro a 26 de novembro, os indicadores apontam elevação de 26% (de 830 para 1.047) no número de hospitalizações confirmadas pela doença e aumento de 30% (de 712 para 928) de internados em UTI por síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Além disso, o número de internados em leitos clínicos com coronavírus cresceu 54% (de 768 para 1.183) e o número de óbitos subiu 31%, de 211 para 276.

 
 
 
 
 
 
 
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