Brasil supera 200 mil mortos por coronavírus com aumento da letalidade entre idosos - Notícias

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Triste marca08/01/2021 | 09h00Atualizada em 08/01/2021 | 09h00

Brasil supera 200 mil mortos por coronavírus com aumento da letalidade entre idosos

Perfil das vítimas segue a média de outras marcas trágicas da pandemia no país, com negros, homens e pessoas com 60 anos ou mais entre os óbitos mais frequentes, conforme os registros detalhados das notificações

Brasil supera 200 mil mortos por coronavírus com aumento da letalidade entre idosos Jonatan Sarmento/Agencia RBS
Foto: Jonatan Sarmento / Agencia RBS

A marca de 200 mil mortos por covid-19 no Brasil, atingida nesta quinta-feira (7), foi impulsionada principalmente à custa da vida de homens, idosos e negros — vítimas mais frequentes da pandemia no país, conforme os registros detalhados das notificações do Ministério da Saúde. A marca de 200 mil vítimas é alcançada quase cinco meses depois de o Brasil ter registrado 100 mil mortos, em agosto.

Os microdados mais recentes do sistema nacional de monitoramento de doenças respiratórias (Sivep-Gripe) demonstram que pessoas do sexo masculino, idosos e pretos ou pardos foram os mais castigados pela pandemia no país. E que o percentual de pessoas com 60 anos ou mais entre as vítimas fatais teve um aumento, passando de 74,3% em meados de 2020 para 75,87% nos primeiros dias de 2021.

O sexo masculino, a exemplo do que também foi verificado em outros países, representa quase 60% dos mortos. Fatores biológicos ainda em estudo ajudam a explicar esses percentuais, mas os registros do Sivep-Gripe também sugerem que características sociais alteram o risco a que os brasileiros estão submetidos diante da pandemia. Pretos e pardos representam cerca de 56% da população brasileira, mas somam 58% dos mortos que tiveram a etnia especificada na ficha de atendimento.

O registro desta quinta-feira, de 200.498 vítimas (sendo 1.524 nas últimas 24 horas), segundo boletim do Ministério da Saúde, acontece em meio ao atraso do governo federal para comprar vacinas, seringas e agulhas e ao comportamento do presidente Jair Bolsonaro de reduzir a gravidade da pandemia. O Brasil é, hoje, o segundo país com mais vítimas da covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, onde o presidente Donald Trump também minimiza os riscos da doença.

As 200 mil mortes por coronavírus reduziram em quase dois anos a expectativa de vida dos brasileiros, de 76,5 para 74,6 anos, mostra estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). É a primeira vez desde a década de 1940 que a expectativa de vida cai. Sozinha, a covid-19 matou o triplo do que mortes por causas externas, como acidentes de trânsito e assassinatos. 

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