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Sem decisões25/02/2021 | 08h47Atualizada em 25/02/2021 | 08h47

Prefeitura de Porto Alegre descarta lockdown e avalia restringir circulação em praças, parques e na orla

Reunião com entidades empresariais e de trabalhadores serviu para ouvir sugestões de medidas a serem tomadas

Prefeitura de Porto Alegre descarta lockdown e avalia restringir circulação em praças, parques e na orla André Ávila / Agencia RBS/Agencia RBS
Novas medidas devem ser divulgadas na quinta-feira (25) Foto: André Ávila / Agencia RBS / Agencia RBS

A Prefeitura de Porto Alegre adiou o anúncio das medidas restritivas para tentar conter o avanço da pandemia na cidade. Nesta quarta (24), houve uma reunião coordenada pelo vice-prefeito Ricardo Gomes que durou mais de duas horas com entidades empresariais e de trabalhadores para ouvir sugestões. A expectativa é que ao anúncio saia nesta quinta-feira (25) após reunião com diretores de hospitais públicos e privados, pela manhã, e com o governador Eduardo Leite, de tarde, mas não há confirmação.

Conforme Ricardo Gomes, que coordenou os trabalhos porque o prefeito Sebastião Melo está em Brasília, está descartado o fechamento do comércio, conforme adiantou mais cedo a colunista Giane Guerra.

— Nós temos que buscar o caminho de equilíbrio. Que ao mesmo tempo transmita para a sociedade o momento que estamos vivendo, para que colabore com a contenção do vírus, mas sem sacrificar a renda das famílias — disse Gomes.

O lockdown, medida sugerida por trabalhadores da saúde e que envolve fechamento do comércio e proibição da circulação para atividades não essenciais, entre outras medidas, está descartado.

— Tem setores que queriam menos restrições que as atuais. Mas há uma compressão dos setores econômicos do momento que estamos vivendo. Podemos funcionar, mesmo com horários restritos como os de agora — adiantou o vice-prefeito.

A restrição de acesso a praças, parques e à orla do Guaíba é avaliada pela prefeitura e foi tratada na reunião, sem que conclusões tenham sido tomadas.

— Esse tema esteve nas discussões, mas não vamos adiantar as medidas antes de ouvir os hospitais. Não adianta um decreto mágico e salvador, porque isso não existe – concluiu Gomes.

A medida de restringir a circulação nesses locais públicos foi adotada pela prefeitura entre julho e setembro de 2020, mas foi restrita à orla e a parques que poderiam ser fechados, como Chico Mendes e Germânia. 

Mais fiscalização e teletrabalho

O aumento de fiscalização dos protocolos de saúde e a tentativa de ampliação de leitos hospitalares também foram tratados no encontro. Outro ponto discutido para tentar diminuir a circulação de pessoas nas ruas é o aumento do teletrabalho.

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre (CDL), Írio Piva, há um esforço de todos para tentar conscientizar as pessoas para as necessidades de evitar aglomerações e seguir os protocolos de saúde. Na avaliação do dirigente, o comércio não é o culpado para o avanço da pandemia.

— Nossa prefeitura está sendo bastante coerente. Tem, inclusive, coerência com o que prometeu na campanha. Economia e saúde têm que andar juntas – sustenta o empresário.

Na mesma linha defende o vice-presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), Marcos Rovinski.

— Existe uma ideia de fechamento bastante restritivo com o qual nós não concordamos. Não faz sentido fechar restaurante às 20h ou adotar várias medidas restritivas de acesso e trabalho da população. O povo brasileiro faz um ano que está em casa. Restringir mais não vai adiantar. O que tem que fazer é aumentar a fiscalização — opinou o médico, ao defender mais ônibus circulando para evitar aglomerações nos coletivos.

Já para o presidente do Sindisaúde, entidade que representa outros trabalhadores da saúde, Julio Cesar Jesien, a única solução é o lockdown.

— Não tem outra alternativa que não o lockdown total e geral, a exemplo do que vimos na Austrália e Inglaterra. Claro, tudo acompanhado de vacinação e testagem. Só assim para dar algum resultado. Os indicadores apontam um crescimento de casos e mortes. Tem unidade de saúde com pouco oxigênio — argumenta Jesien.

 
 
 
 
 
 
 
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