Educadores pedem reabertura de academias após lei que descreve atividade física como essencial  - Notícias

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Covid-1918/03/2021 | 09h04

Educadores pedem reabertura de academias após lei que descreve atividade física como essencial 

Pelas regras de bandeira preta, estabelecimentos não podem receber alunos

Educadores pedem reabertura de academias após lei que descreve atividade física como essencial  Marco Favero / Agencia RBS/Agencia RBS
Pedido para liberação inclui medidas de higienização e de distanciamento Foto: Marco Favero / Agencia RBS / Agencia RBS

A partir da aprovação unânime do projeto que define como essencial a atividade física no Rio Grande do Sul, nesta terça-feira (16), a expectativa de profissionais de Educação Física é ampliar, do ponto de vista legal, a oferta de locais para a prática de exercícios, mesmo no período com os piores índices da pandemia no Estado. O entendimento é que, se o texto for sancionado pelo governador Eduardo Leite, academias poderiam ser mantidas abertas, mesmo em bandeira preta, a partir de protocolos sanitários específicos para a situação.

A proposta aprovada foi apresentada pela deputada Fran Somensi (Republicanos), a partir de pedido da categoria. Ela defende que manter locais destinados a treinamentos individuais abertos traz benefícios à saúde e não acredita que a ação possa levar à ampliação dos riscos de contágio do coronavírus.

— Ouvimos muitos educadores físicos, construímos com o governo do Estado. Não foi algo somente com o que as pessoas querem ouvir —  comenta.

Em decreto estadual publicado no último sábado (13), o governo liberou o funcionamento das academias, mas apenas “para clientes com recomendação específica expedida por profissional da saúde, observados os protocolos sanitários”.

Em ofício encaminhado em fevereiro ao Piratini, o Comitê Estadual de Educação Física do RS (Comef-RS) defendeu a retomada das academias, com restrições adequadas às regras da bandeira vigente, como forma de atenuar problemas de saúde ligados ao sedentarismo e à saúde mental.

No documento, a entidade afirma que “não há quaisquer evidências de que os locais destinados à prática de condicionamento físico, quando da implementação dos protocolos de segurança vigentes, sejam responsáveis pela disseminação do novo coronavírus”

Entre os pontos defendidos no ofício, está o pedido para a autorização de funcionamento das academias em períodos mais restritivos com atendimento liberado a um aluno a cada 32m², acompanhado por um profissional de Educação Física. Secretária do Comitê, Carla Pretto menciona que, com a sanção do projeto aprovado na Assembleia, a possibilidade de receber alunos terá que ser mantida, pelo caráter essencial que o texto define para as atividades, mas as regras seguirão sendo definidas pelo Estado.

—  Se nós conseguirmos a sanção da lei, seremos considerados essenciais dentro do decreto estadual. Isso faz com que as regras de funcionamento não permitam o fechamento do estabelecimento. Não pode fechar, mas pode ser restringido. A regra vai ter que mudar — comenta.

Procurado pela reportagem, a Casa Civil do governo gaúcho não se manifestou. A expectativa é que o posicionamento, incluindo novas regras para o setor, seja divulgado após a eventual sanção da proposta pelo governador Eduardo Leite.

 
 
 
 
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