Manoel Soares e a cantina do destino, onde cada um de nós tem a sua comanda - Notícias

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Papo Reto 20/03/2021 | 05h00Atualizada em 20/03/2021 | 05h00

Manoel Soares e a cantina do destino, onde cada um de nós tem a sua comanda

Colunista escreve para o Diário Gaúcho aos sábados

Manoel Soares e a cantina do destino, onde cada um de nós tem a sua comanda Manoel Soares/Arquivo Pessoal
"O garçom do destino vem diariamente com a maquininha do tempo" Foto: Manoel Soares / Arquivo Pessoal

A vida é uma cantina, onde cada um de nós tem sua comanda. O garçom do destino vem diariamente com a maquininha do tempo, para saber como vamos fechar nossa conta. Todos ganhamos, todo dia, 24 horas que somam 1.440 minutos e, com eles, podemos pagar nossa conta, mas depende de como investimos esse valor. 

Alguns de nós têm saldo na conta, outros não, mas ninguém foge dessa obrigação. Alguns mandam anotar seu consumo na comanda do colega ao lado, achando que vai passar batido. Mas a cantina do destino tem os olhos do tempo que registram tudo, não podemos passar a perna nos ponteiros que insistem em seguir seu curso. 

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Alguns, nessa cantina, ficam embriagados com a própria vaidade e perdem a linha. Ficam aqueles bêbados chatos, que se acham o centro do mundo em uma realidade paralela. O problema desse tipo de gente é que consomem sempre mais do que podem pagar e, depois, ficam chorando para o garçom. Na verdade, muitos nem sabem que moeda essa cantina da vida aceita. Ela aceita nosso tempo, e a forma como usamos esse tempo é que define se teremos ou não como pagar. Os 1.440 minutos zeram no fim do dia e não se acumulam, mas os resultados dos investimentos podem ser sentidos e fazer diferença. 

A pergunta que precisamos responder é: como vou ficar quando o garçom chegar, tenho saldo sobrando ou desperdicei meu tempo com mesquinharia e  egoísmo? Lembrem-se, o garçom não aceita choro. 

 
 
 
 
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