Vendedores informais permanecem nas principais regiões comerciais de Porto Alegre - Notícias

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Pandemia12/03/2021 | 13h04Atualizada em 12/03/2021 | 13h04

Vendedores informais permanecem nas principais regiões comerciais de Porto Alegre

Prefeitura diz que vem realizando operações de fiscalização, mas que não tem condições de acompanhar toda venda irregular

Vendedores informais permanecem nas principais regiões comerciais de Porto Alegre Eduardo Paganella / Agência RBS/Agência RBS
Movimento registrado no centro da Capital na tarde desta quinta-feira Foto: Eduardo Paganella / Agência RBS / Agência RBS

A pandemia de coronavírus diminuiu, mas não parou as atividades do comércio informal em Porto Alegre. As principais regiões comerciais da cidade registravam na tarde desta quinta-feira (11) circulação de ambulantes com suas mercadorias.

Na Avenida Assis Brasil, na Zona Norte, e a Rua dos Andradas, no Centro Histórico, os vendedores ocupavam as calçadas. Na Azenha, o cenário era diferente, com poucos trabalhadores informais.

No calçadão da Rua dos Andradas, entre a Esquina Democrática e a Praça da Alfândega, os mais diversos produtos eram oferecidos a pedestres: roupas masculinas e femininas, chapéus, bolsas, óculos e acessórios para smartphones. 

Um dos ambulantes conversou com a reportagem, mas não quis se identificar. O homem destacou que o fechamento do comércios formais também afetou diretamente os informais.

— Caíram (as vendas) em mais ou menos 70%. Nos primeiros dias, ainda tinha movimento. Mas como a gente é informal, é impossível parar. A gente aguarda o auxílio, mas seguimos vindo — disse.

Nesta quinta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno a PEC Emergencial, que viabiliza o auxílio. 

O presidente do Sindilojas, Paulo Kruse, destacou que o comércio informal compete com lojistas formalizados:

— Isso nos prejudica. E as vendas deles aumentam com o nosso comércio fechado. Agora quando chegar o frio, poderão vender calças de moletom e outras roupas. E isso afeta quem tem sua loja, por exemplo.


O que diz a prefeitura

A prefeitura de Porto Alegre ressaltou que vem realizando operações de fiscalização, mas que não tem condições de acompanhar toda venda irregular em Porto Alegre. A pasta destacou ainda que o problema do trabalho informal ocorre há anos e que vem trabalhando para tentar remover qualificar os vendedores. Confira a íntegra da nota:

A secretaria informa que essa não é uma situação de hoje, infelizmente. É um problema econômico e social, que enfrentamos há anos em Porto Alegre, mas a prefeitura vem realizando um trabalho de remoção,  qualificação e realocação desses comerciantes . Houve também um aumento muito significativo de denúncias, demandas nos últimos dias e nós seguimos com o mesmo número de fiscais, por exemplo. É difícil cobrir toda a cidade e conseguir identificar 100% das atividades que não se enquadram no decreto Estadual. A nossa fiscalização, a Guarda Municipal e a Vigilância Sanitária estão nas ruas para tentar minimizar os impactos sanitários, mas solucionar este problema histórico leva tempo.
 

 
 
 
 
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