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Coluna da Maga

Magali Moraes e uma voltinha de bike

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

09/04/2021 - 09h00min


Fernando Gomes / Agencia RBS
Magali Moraes

Pra onde você gostaria de ir agora mesmo, se eu te convidasse pra andar de bike? Nada profissional, nem precisa vestir aquelas roupas de ciclista. Se bem que um capacete vai bem. O objetivo não é queimar calorias. É só pelo passeio. Pra tirar o peso dos dias e se imaginar livre, leve, solta. Até o vento batendo no rosto tá difícil de sentir. Precisamos da proteção da máscara, por mais que muitos ainda se neguem a usar corretamente. Já cansei de falar, eu apenas fulmino com o olhar.

Mas o assunto de hoje é justamente esquecer os assuntos pesados e se imaginar em uma realidade paralela. Muito mais tranquila e levinha. Eu te convidaria pra percorrer uma ciclovia do início ao fim, seguindo os raios de sol. Ou será que a gente iria preferir pegar as bikes e andar sem destino por aí, escolhendo as ruas sem movimento? De repente, chegar em um parque e ficar pedalando entre as árvores. Estacionar embaixo de uma sombra, descansar, conversar e observar o pessoal.

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Suar

Não se preocupe com as subidas, eu jamais te convidaria pra sofrer e suar. Também não quero descer lomba abaixo e arriscar a quebrar um dente. Quando vejo ciclistas pedalando no acostamento das estradas, sempre me pergunto se um dia terei essa coragem. Eu gosto é de uma voltinha inocente de bike, sem compromisso, só pela brincadeira. Tem um lado criança nisso. Aliás, eu adoraria pedalar ao contrário, entrar em algum portal mágico e voltar no tempo, como acontece nos filmes.

Neste passeio ao passado, eu me enxergaria pequeninha, pedalando a Monark Tigrão que ganhei numa rifa do colégio. Faceira pelas ruas do Imbé, nas férias de verão. Passando por cima das poças d'água com meus primos, molhando os pés, sem medo de ganhar mais um roxo no joelho. Infância feliz é que chama? Minha vó chamava de bici, eu também. Hoje é bike, não sei pra que o inglês. Se você tem uma magrela, aproveita o fíndi pra pedalar. Uma voltinha curta, nem que seja na imaginação.     



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