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Distanciamento controlado23/04/2021 | 21h25Atualizada em 23/04/2021 | 21h25

Pela nona semana consecutiva, RS tem todas as regiões em bandeira preta

Como todas as regiões atuam sob cogestão, municípios podem adotar protocolos mais brandos

Pela nona semana consecutiva, RS tem todas as regiões em bandeira preta Reprodução / Governo do RS/Governo do RS
Mapa atual segue em vigência até 3 de maio Foto: Reprodução / Governo do RS / Governo do RS

Pela nona semana consecutiva, o Rio Grande do Sul tem as 21 regiões covid classificadas em bandeira preta, nível mais alto de risco para o coronavírus do modelo de distanciamento controlado. O mapa, anunciado nesta sexta-feira (23), segue em vigência até 3 de maio. No entanto, como todas as regiões do Estado atuam sob cogestão, os municípios podem adotar protocolos mais brandos, até o nível de bandeira vermelha.

De acordo com o governo do Estado, nesta rodada houve melhora, na média estadual, no número de internados por covid-19 em leitos clínicos (-12%) e em UTIs (-10%). O número de registros de óbitos reduziu 24% em relação à semana passada.

"Mesmo com a melhora em indicadores da pandemia, todo o RS ficou na bandeira preta devido à trava de segurança do modelo que coloca as regiões nessa cor mesmo que alguma tenha ficado com a média mais baixa", disse o Executivo em material divulgado nesta tarde.

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Com uma média de ocupação de leitos de UTI de 85,5%, o Estado tem 2.010 pacientes suspeitos e confirmados com covid-19 em unidades de terapia intensiva. Em 9 de fevereiro, havia 961 internados. Para comportar o aumento, ao longo do período de maior pressão do sistema hospitalar houve tanto expansão, com mais 713 leitos, quanto redução, de cerca de 200 pacientes não-covid.

Conforme o governo, "devido à gravidade do cenário", o mapa divulgado nesta sexta já é definitivo e não há possibilidade de municípios enviarem pedidos de reconsideração a classificação.

Educação em cogestão

Com o novo decreto estadual, publicado durante esta madrugada, o sistema de cogestão vale também para a educação, o que antes não era permitido. Assim, municípios que adotam a ferramenta estão autorizados pelo governo do Estado a retomarem aulas presenciais na Educação Infantil e no 1º e 2º anos do Ensino Fundamental. Atualmente, todas as regiões gaúchas atuam sob o modelo.

Uma liminar judicial que impede a abertura das escolas no RS, no entanto, segue em vigor. Nesta manhã, o procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, afirmou que o Estado tenta derrubar a medida, mas que a edição das novas regras está em conformidade com a decisão.

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Em relação ao retorno de atividades presenciais, o governador Eduardo Leite afirmou que a população deve seguir respeitando os protocolos de segurança para que as flexibilizações sejam feitas.

— É importante que a população entenda que o risco ainda é alto, especialmente em função do quadro de ocupação hospitalar. Os leitos de UTI SUS estão com 82% de ocupação e os leitos privados, mais de 95%. Ainda é um indicador alto e, por isso, as pessoas precisam ajudar cumprindo protocolos, denunciando casos de aglomerações e descumprimento de regras pelo disque-denúncia. Por isso, mantivemos a trava de segurança com o RS em bandeira preta, para que entendam que embora a situação esteja melhorando, não está confortável — disse Leite em transmissão ao vivo.

O mesmo decreto contempla as novas regras anunciadas na quinta-feira (22) para restaurantes, cujo horário de atendimento ao público foi ampliado até as 22h (com saída até 23h) nos fins de semana e feriados, e os novos protocolos para parques, museus, condomínios e competições oficiais na bandeira vermelha.

Pelo decreto do governo, estão permitidas atividades presenciais de ensino e cuidados de crianças nos seguintes casos:

  • Educação infantil, aos 1º e 2º ano do Ensino Fundamental
  • Plantões para atendimento aos alunos de Ensino Médio Técnico Subsequente, de Ensino Superior e de pós-graduação
  • Estágio curricular obrigatório, de pesquisas, laboratoriais e de campo, e de outras consideradas essenciais para a conclusão de curso e para a manutenção de seres vivos, conforme normativa própria
  • Cursos de ensino profissionalizante, de idiomas, de música, de esportes, dança e artes cênicas, e de arte e cultura (chamados cursos livres)
 
 
 
 
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