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Prevenção a doenças23/06/2021 | 09h11Atualizada em 23/06/2021 | 09h12

Campanha reforça a importância da vacinação para pessoas de grupos de risco

Pacientes com doenças crônicas ou sistema imunológico debilitado têm pouco acesso à informação sobre a relevância da imunização contra diversas infecções, mostra pesquisa 

Campanha reforça a importância da vacinação para pessoas de grupos de risco Antonio Valiente / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS / Agencia RBS

A procura por informações sobre a vacinação aumentou consideravelmente em razão da pandemia. Paradoxalmente, a covid-19 acelerou um processo que já era observado: a queda na cobertura vacinal no mundo inteiro. É nesse cenário que a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Pfizer lançaram, nesta terça-feira (22) durante um evento online, a segunda fase da campanha CRIE + Proteção. A ação tem como objetivo destacar a importância da vacinação das pessoas que fazem parte de grupos de risco e divulgar os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (CRIE), serviço gratuito disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Dados revelados por uma pesquisa encomendada pela Pfizer com 2 mil brasileiros reforçam a importância em se falar de vacinação, sobretudo, para pessoas com alguma doença associada. Conforme o levantamento, a desinformação sobre comorbidades é enorme. Exemplo disso é a percepção de 40% das pessoas que vivem com HIV de que não se consideram parte de um grupo de risco, mostrou o trabalho. Fora isso, entre os entrevistados, 52% das pessoas de classe A afirmaram ter ao menos uma doença crônica. Na classe C, esse percentual caiu para 31%, evidenciando a falha no diagnóstico em decorrência de um menor acesso ao sistema de saúde, observou  Márjori Dulcine, diretora médica da Pfizer Brasil. 

 —  Sabemos que pessoas com doenças crônicas têm calendários (de vacinação) diferenciados. Mas quais são os desafios para que a gente faça as vacinas chegarem até elas? Há um problema de informação, mas também existe uma situação entre os profissionais da saúde  —  destacou a diretora da farmacêutica, ao mostrar que 68% dos pacientes com alguma doença crônica ou o sistema imunológico debilitado não receberam orientação do médico para se vacinar. 

Além de pessoas que vivem com o HIV, também não se reconhecem como grupo de risco para infecções evitáveis pela vacinação: indivíduos com cardiopatias (34%), com diabetes (34%), com doenças pulmonares (34%), com câncer (31%) e transplantados (50%). 


Além da covid-19 

Com o objetivo de imunizar adultos e crianças com doenças crônicas, foram implementados no Brasil os CRIE desde 1993. Hoje, são mais de 50 centros em todo o país, dois ficam no Rio Grande do Sul (ambos em Porto Alegre). 

 —  Cada doença crônica tem um calendário ou um esquema diferente. Temos 52 CRIEs no Brasil com o objetivo de prevenir diversas infecções e, assim, evitar, o agravamento da doença de base. Tem profissionais falando que têm medo das reações das vacinas, mas tem tanta gente usando medicamento sem comprovação. As vacinas estão aí há anos  —  defendeu Ana Paula Burian, infectologista e coordenadora do CRIE do Espírito Santo. 

Embora a covid-19 tenha despertado o interesse pelo assunto e aumentado a confiança das pessoas nos imunizantes, as palestrantes do evento lembraram que ainda é preciso uma longa caminhada para reverter as quedas na cobertura vacinal no Brasil. Para Isabella Ballalai, vice-presidente da SBIm, além da desinformação e da enxurrada de notícias falsas referentes às vacinas, a própria comunicação sobre o tema é falha pois, geralmente, é focada apenas no público infantil: 

 —  Vacinação não é só para criança. Mas quando falamos disso, o forte é o público infantil. Essa comunicação já começa a dificultar que adultos e idosos com comorbidades se incluam no processo. Falam em adulto? Falam, mas a imagem é sempre de criança  —  pondera. 

 
 
 
 
 
 
 
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