Com mil metros de tecidos doados, voluntárias produzem roupa de cama para o Hospital de Novo Hamburgo - Notícias

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Solidariedade24/06/2021 | 10h27Atualizada em 24/06/2021 | 10h29

Com mil metros de tecidos doados, voluntárias produzem roupa de cama para o Hospital de Novo Hamburgo

Material entregue por sindicato da cidade se transformará em 300 lençóis e 200 fronhas

Com mil metros de tecidos doados, voluntárias produzem roupa de cama para o Hospital de Novo Hamburgo Karina Moraes / FSNH/Divulgação/FSNH/Divulgação
Ao todo, 85 voluntários se revezam em funções como cortar, costurar e passar Foto: Karina Moraes / FSNH/Divulgação / FSNH/Divulgação

Ao todo, 85 voluntários se revezam - em times de nove pessoas - nas mais diferentes funções, como cortar, costurar e passar, para entregar doações de roupas de cama para o Hospital Municipal de Novo Hamburgo (HMNH). Pacientemente, os grupos costuram as bainhas nas centenas de metros de tecidos doados ao hospital do Vale do Sinos e que se transformarão em 300 lençóis e 200 fronhas. 

Após o hospital receber a doação de mil metros de tecidos por parte do Sindicato das Indústrias de Artefatos e de Curtimento de Couros e Peles de Novo Hamburgo (Sindartcouro-NH), um conjunto de mãos habilidosas já deu início aos trabalhos de costura na sede da Cáritas-Canudos, braço da Igreja Católica voltado para a caridade.  

Sob a liderança da voluntária Ales Pereira, 58 anos, mais conhecida como Dona Ales, um  time com mais pessoas interessadas em ajudar foi montado para que fosse realizado o trabalho de corte e costura das 500 peças que serão enviadas à entidade até o início de julho. Para dar conta da demanda, as equipes se revezam diariamente e trabalham das 8h às 17h.  

Moradora do bairro Canudos, o mais populoso de Novo Hamburgo, Dona Ales é voluntária há 30 anos, mas se dedica a essa missão, de maneira integral, desde 2013. Antes da pandemia, ela ministrou curso de panificação e artesanato. Com a chegada do coronavírus, os esforços se voltaram para atender os acamados e profissionais da saúde.  

Logo no início da crise sanitária, ela se colocou à disposição do hospital da cidade para formar um grupo de voluntárias para costurar o que fosse preciso para a entidade. Dessa união, foram feitas 26 mil máscaras de proteção, mais de mil travesseiros, 1,2 mil jalecos, 800 uniformes para os profissionais de saúde e 500 peças de roupa de cama, que foram entregues em abril.  

— Tudo é em prol do hospital. É um trabalho voluntário porque sabemos que os acamados precisam. Nos esforçamos para fazer o que for possível para eles. Faz um ano e meio que costuramos para a entidade e procuramos ser sempre rápidos, porque a gente sabe o quanto a situação é urgente. No fim, é tudo muito gratificante porque é feito com bastante amor — relata a voluntária.  

Tânia Terezinha da Silva, diretora-presidente da Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), que gerencia o HMNH, 16 unidades de atenção básica do município e duas unidades de pronto-atendimento, afirma que a pandemia despertou a solidariedade: 

— Passamos por momentos difíceis e, mesmo assim, esses parceiros conseguem nos ajudar. Nós, da instituição e da fundação, só temos a agradecer.

 
 
 
 
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