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Coluna da Maga28/06/2021 | 09h01Atualizada em 28/06/2021 | 09h01

Magali Moraes e o São João online

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e o São João online Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

As crianças que voltaram presencialmente pra escola já tiveram ou ainda vão ter festa de São João. Não aquele grande evento de antigamente, onde as famílias se aglomeravam em longas filas da pescaria, do quentão e do churrasquinho. O bom senso recomenda festinhas em sala de aula, só com a turma e a mesma animação. Que não faltem bandeirinhas penduradas, chapéus de palha, bochechas com pintinhas, vestidos de chita, retalhos presos nos jeans, muito xadrez e lanches bem gostosos.

Como ficam os adultos que adoram uma festa junina? Sem quermesse, sem festa da firma, sem comemoração no bairro? Bora brincar o São João online. É o que a casa oferece (literalmente). Tirando a parte de pular a fogueira, dá pra fazer tudo: pipoca, pinhão, rapadura, paçoca, pé de moleque, bolo de milho e o que mais o estômago desejar. Decorar o ambiente ajuda a criar o clima: um pouco de habilidade manual transforma revistas, jornais velhos, tesoura e cordão em bandeirinhas. 

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Quadrilha

Arrastar os móveis da sala pra dançar quadrilha vai dar mais trabalho, mas você já viu festa junina sem música? A parte fácil é criar um look caipira. Procure no guarda-roupa uma camisa xadrez e não esqueça de pintar de preto o dente da frente. Tá bom, pode usar só chapéu de palha. Tá trabalhando de casa e vive fazendo videoconferência? Então troque o fundo de tela por um tema de São João. Dependendo da hora, ninguém vai saber se a fumaça que sai da sua caneca é café, chá ou quentão.

A empresa onde eu trabalho (fora o DG) fez um arraial virtual semana passada, e teve até show de forró com a banda de uma colega talentosa. Dias antes, todos nós recebemos em casa uma caixa fofa com comidinhas e acessórios. E assim se criam memórias afetivas. Se bem que as melhores lembranças juninas serão sempre ligadas à infância (nossa e de nossos filhos). O pátio do meu antigo colégio, palco de tantas quermesses, permanece imenso na minha memória. Sinto até o cheiro de pipoca.  


 
 
 
 
 
 
 
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