Manoel Soares fala sobre um dia especial  - Notícias

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PAPO RETO 19/06/2021 | 05h00Atualizada em 19/06/2021 | 05h00

Manoel Soares fala sobre um dia especial 

Colunista escreve para o Diário Gaúcho aos sábados

Manoel Soares fala sobre um dia especial  Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal/Arquivo Pessoal
41 anos de uma vida bem vivida Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

Conversando com minha mãe ontem, ela me contou que na manhã em que nasci sete meninos apareceram na porta e foram chamar o táxi para levar ela para o hospital. Nasci às oito da manhã em ponto. O quarto que me esperava em casa era um cômodo onde dividia a noite com toda a família, que também ganhou uma decoração de plástico colorido celebrando minha chegada. 

Minha mãe não entendia por que meu pai não usou o pouco dinheiro que tinha para comprar um fogão usado para fazer mingau, já que cozinhavam em um fogão improvisado com blocos e pedaços de ferro – o fogo vinha de madeiras recolhidas discretamente na vizinhança. Na falta de leite, minha mãe me dava chá de cenoura. Conta que eu era calmo, mas emitia sons que posteriormente seriam palavras. 

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Sim, há poucos minutos completei 41 anos, mas sinto que os sete meninos estão comigo, que o cheiro de madeira queimando ao fazer meu chá ainda está em meu moletom e que assim como minha decoração daquele 18 de junho de 1980, todos os adornos que me cercam serão compartilhados com o que chamo de família hoje. Recomendo que conversem com seus pais sobre o dia de seu nascimento, detalhes do que aconteceu naquele dia explicam muito sobre a pessoa que somos hoje. Depois que nossos pais partem, esse relato se vai com eles. Mostra esse texto para eles e aproveita para perguntar.

 
 
 
 
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