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Coluna da Maga16/07/2021 | 09h13Atualizada em 16/07/2021 | 09h13

Magali Moraes: meter a colher, sim

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes: meter a colher, sim Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Que a notícia mais lamentável da semana sirva pra botar abaixo um velho ditado popular que ensinou errado tantas gerações: “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Desculpa aí, os tempos são outros. Não só pode, como deve meter a colher. Barbaridade é mulher ainda apanhar de marido, namorado ou companheiro em pleno 2021! O que significa meter a colher? É ter uma atitude decisiva contra essa violência. É interferir, impedir, apartar, proteger a vítima e (claro) denunciar o agressor.

 Qualquer homem que usa de violência física e agride mulheres nem é homem. É um grande covarde, isso sim. Um bicho. Nessa coluna, eu me nego a citar o nome daquele DJ que eu nunca tinha ouvido falar, e que merece só o nosso desprezo. Você deve ter assistido ao vídeo dele agredindo a companheira, com criança no colo e tudo. É revoltante. Tem que ter estômago forte pra ver. E imagina tudo mais que acontecia nesse relacionamento, a quantidade de vezes que ela apanhou e sofreu.

Consciência

Eu tinha escolhido outro assunto bem levinho pra gente conversar hoje. Daí a minha consciência implorou pra que eu usasse esse espaço nobre aqui no DG pra esclarecer o seguinte: ter temperamento difícil não é desculpa pra bater em mulher. Ter fama e dinheiro, muito menos. Ter desentendimentos? Todo casal tem. Mas que tudo seja resolvido na base da conversa e do respeito. Jamais de soco e de tapa. Nada nesse mundo justifica a agressão física entre um homem e uma mulher. 

Meter a colher? Sim, sempre! Tá rolando pancadaria na casa dos vizinhos? Dê um jeito de interferir e oferecer ajuda à vítima. O mesmo vale se presenciar na rua um homem batendo, perseguindo ou assediando uma mulher. Olhar e não fazer nada te torna cúmplice dessa violência. É como se você achasse bonito e concordasse. Seu silêncio diz isso. Agora se todo mundo ficar atento e denunciar esses casos, vai ter menos machão por aí se achando no direito de bater em mulher. Cadeia pro DJ!


 
 
 
 
 
 

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