Terminais de ônibus têm maior risco de contaminação pelo coronavírus, mostra estudo - Notícias

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Alerta aos passageiros01/07/2021 | 10h45Atualizada em 01/07/2021 | 16h17

Terminais de ônibus têm maior risco de contaminação pelo coronavírus, mostra estudo

Resultados revelam que medidas para conter a propagação do vírus não estão sendo adotadas corretamente 

Terminais de ônibus têm maior risco de contaminação pelo coronavírus, mostra estudo Jonatan Sarmento / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Jonatan Sarmento / Agencia RBS / Agencia RBS
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Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco revelou que os terminais de ônibus são os locais com maior risco de contaminação pelo coronavírus. Para chegar à conclusão, o trabalho, ainda na fase de pré-print (que não foi revisado por outros cientistas), coletou amostras de superfícies de ambientes por onde transitam muitas pessoas em Recife

No total, a coleta se deu em seis grupos de locais: terminais de passageiros, unidades de saúde, parques públicos, mercados públicos, áreas de praia e centro de distribuição de alimentos. Deles, foram recolhidas 400 amostras de áreas que são muito tocadas por diferentes pessoas, como maçanetas, torneiras, vasos sanitários, interruptores de luz, leitores de biometria, catracas, corrimãos de escadas, entre outros. Todas foram submetidas ao exame RT-qPCR. 

Os resultados dos testes mostraram que o vírus causador da covid-19 foi identificado em 97 das amostras, ou 24%. Desse total, 47 (48,7%) foram retiradas de terminais integrados de ônibus. O maior índice de contaminação foi detectado nos pontos de autoatendimento e nos corrimãos.  

Em segundo lugar da lista, ficaram as áreas próximas de unidades de saúde, com 26,8% das amostras positivas. Na sequência, apareceram os parques públicos, com 14,4%, mercados públicos (4,1%), praias (4,1%) e outros lugares (2,2%). 

O vírus foi encontrado predominantemente em banheiros, terminais de autoatendimento, corrimãos, playgrounds e equipamentos de ginástica ao ar livre. Entre as superfícies, as metálicas foram as mais contaminadas (46,3%), seguidas pelas plásticas (18,5%). 

Lindomar Pena, pesquisador da Fiocruz Pernambuco e coordenador do estudo, destaca que o vírus detectado nos exames não estava ativo, porém, a presença indica que ele circulou pelo local. 

— Em algum momento, ele esteve ativo naquele local, o que demonstra serem ambientes onde há mais gente infectada circulando — justificou à Agência Fiocruz. 

Para o autor do estudo, Severino Jefferson Ribeiro, além de servirem de subsídios para as autoridades públicas, os resultados comprovam que a população não está seguindo as orientações para contenção do vírus adequadamente. 

 
 
 
 
 
 
 
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