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Posso Entrar?20/08/2021 | 10h50Atualizada em 20/08/2021 | 10h50

Cris Silva: "Asas para velejar"

Colunista traz histórias inspiradoras de vida e trabalho todas as sextas-feiras

Cris Silva: "Asas para velejar" Agência RBS/Agência RBS
Cris Silva Foto: Agência RBS / Agência RBS

Chegou o dia da estreia! A primeira coluna do Posso Entrar aqui no DG conta a história da Amanda Obst Comassetto, 34 anos, da Capital. Formada em Publicidade e Propaganda, foi mãe aos 21 anos, ralou muito para conciliar trabalho e maternidade e nunca deixou morrer o sonho de ter o seu próprio negócio. Assim, ela criou um coletivo que realiza feiras de empreendedoras, que podem, assim, promover o seu trabalho.

Leia as colunas Lá em Casa, de Cris Silva

UM POUCO DE MIM

“Tenho dois filhos. Costumo pensar que eles são barco e vela nessa minha trajetória empreendedora. Meu filho tem 12 anos, é autista e teve diagnóstico bem tardio. Passei sete anos muito desafiadores. Escutava muito sobre “sem limite” e “ele não atender comandos”, coisas que, com 21 anos, a gente não tem muita referência. 

Com isso, o mercado de trabalho foi ainda mais complicado, e eu me isolei por um tempo, tentando focar nos limites do meu filho. Anos depois, fiquei grávida da minha filha e precisaria fazer algo pra me manter.”

FOI ASSIM

“Comecei a procurar emprego, enquanto fazia um trabalho (que era exatamente ajudar os outros nos seus próprios negócios e sonhos). Foi então que, em maio de 2018, ganhei um curso da minha mãe que se chamava Transborda, da Carolina Bergier. Lá, conheci muita gente que estava sentindo um pouco desse perdido. O curso era voltado para esse processo de se conectar com os seus propósitos. E foi aí que, sozinha, me reergui e criei, em setembro de 2018, o ASA Coletivo, uma feira de empreendedoras.”

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Família completaFoto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

A AJUDA QUE TIVE

“Quando se começa a empreender parece que existe aquela sombra do ‘mas ganha dinheiro como?’. Tu escutas que és sonhadora, perdida, irresponsável. Só quando começa a dar certo ou ter algum retorno visível aos olhos dos outros é que vão entender. Hoje, após um ano pesado de pandemia, chegando nos três anos da idealização do meu negócio, nos dois anos e meio da minha filha e nos 12 anos do meu filho, digo que foram eles que me guiaram nessa jornada. Tenho muito a agradecer à minha mãe – acho que ela nem sabe o quanto aquele curso que ela me deu não foi em vão.”

INSPIRAÇÃO

“Sempre amei escutar, apoiar e vivenciar os sonhos de negócios de outras pessoas. Me brilha os olhos ver alguém acreditando em um projeto.”

DAQUI PRA FRENTE

“Meu trabalho é conhecer melhor as histórias de quem tá por trás dessas marcas, nas histórias dos produtos e apoiar com os eventos, as feiras e hoje estou conseguindo formar minha equipe pra conseguir atender essas marcas também com marketing digital. Meu propósito é realizar os meus sonhos e os dos meus filhos, conseguindo ser, de alguma maneira, propulsora de outros sonhos. Daqui pra frente, quero ajudar cada vez mais mulheres e mães a empreenderem, a acreditarem na sua potência, a se unirem, a se fortalecerem nesse caminho do empreendedorismo do pequeno negócio que as vezes se torna tão solitário. É propagar o conceito que somos seres de uma ASA só e que juntos podemos voar mais!”

Lá no Instagram @asacoletivo tem mais um pouco sobre esse projeto lindo.

Recado da Cris

“Um dia, nossos sonhos serão tão reais, que ao invés de nos dar as mãos, vamos nos dar as ASAS”.


 
 
 
 
 
 
 
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