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Coluna da Maga24/09/2021 | 09h00Atualizada em 24/09/2021 | 09h00

Magali Moraes e a primeira 007

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e a primeira 007 Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Já tenho um nobre motivo para voltar ao cinema, devidamente mascarada e munida de muito álcool gel. Semana que vem estreia no Brasil o novo filme do 007: Sem Tempo Para Morrer. Quero ver de pertinho uma importante novidade nessa franquia de filmes que sempre tratou as mulheres como beldades gostosas e sensuais. Ainda vai ter Bond Girl, mas dessa vez tem muito mais. Depois de 58 anos e 25 filmes, o agente 007 será uma mulher. E negra!! O jogo virou até na espionagem.

Daniel Craig (o ator que foi Bond, James Bond nos últimos cinco filmes) não curtiu muito a ideia de ser substituído pela atriz britânica de ascendência jamaicana Lashana Lynch. Ele disse que as mulheres merecem papéis melhores, feitos especialmente pra elas, blablablá. Desculpa aí, mas ser a primeira 007 é um baita papel. Sem Tempo Para Preconceito seria um título mais apropriado pra ocasião. Pior que ele não foi o único a ser do contra. Nas redes sociais, o pessoal pegou pesado. Força aí, Lashana! 

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Representatividade

Se até a boneca Barbie ensina as meninas que elas podem ser tudo que quiserem, de cientista a astronauta, de pilota a jogadora de futebol, por que não ser também agente secreta? É representatividade. As opiniões se dividiram no mundo do cinema. É um truque transformar personagem masculino em feminino? Que seja. A partir de agora, o papel de 007 é de uma mulher negra. Na história, ela tem permissão para matar. Na vida real, tomara que mate os haters que só incomodam. 

Então é isso. James Bond se aposenta e uma nova pessoa é escolhida para assumir seu cargo como agente 007. Nomi é seu nome. Esse lançamento foi adiado diversas vezes. Imagina a expectativa da atriz. Agora vai! Prepara a pipoca e a autoestima. Para Daniel Craig (e os atores homens), muitos papéis legais vão surgir. Para as mulheres, não é bem assim. A conquista de Lashana Lynch é super importante. A nova 007 vai lutar, suar, correr, pular. E inspirar.  


 
 
 
 
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