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Símbolo da Capital22/09/2021 | 07h59Atualizada em 22/09/2021 | 07h59

Operação para remoção e restauro do Laçador começa nesta quarta-feira

Patrimônio histórico de Porto Alegre, a estátua será transferida de local na semana que vem

Operação para remoção e restauro do Laçador começa nesta quarta-feira Anselmo Cunha / Agencia RBS/Agencia RBS
Estrutura do Laçador será içada em 28 de setembro para ser levada ao local de restauro Foto: Anselmo Cunha / Agencia RBS / Agencia RBS
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Os preparativos para a remoção e o início do trabalho de restauração do Laçador, um dos símbolos de Porto Alegre, iniciam-se nesta quarta-feira (22). A estátua, que está em uma estrutura na Avenida dos Estados, ao lado do Aeroporto Salgado Filho, será isolada com fitas e telas, e uma parte da base começará a ser quebrada.

Atualmente, o monumento sofre com fissuras e rachaduras. Para resolver o problema, o portento de bronze de 4,4 metros e 3,8 toneladas precisará ser transportado a outro local para ser aberto, reparado, estruturado e fechado novamente. 

Após os preparativos desta semana, na próxima segunda-feira (27), o Laçador será colocado em uma gaiola especial que foi preparada para o transporte e também contará com suporte de um guindaste para finalizar a quebra da base. No mesmo dia, um evento dará início oficial ao restauro, que está sendo viabilizado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RS) em conjunto com a prefeitura de Porto Alegre.

Na manhã de 28 de setembro, será realizado o içamento do Laçador, que será transportado para outro sítio, em que será realizado o trabalho de recuperação. 

Restauro

O custo total da obra é de R$ 900 mil, sendo que R$ 810 mil foram captados por meio da legislação criada pelo governo do Estado. Os problemas no monumento criado por Antônio Caringi, tombado como patrimônio histórico de Porto Alegre em 2001, são conhecidos desde 2016. Em março de 2017, uma pesquisa preliminar deu o ultimato: era necessário que os reparos fossem realizados dentro de uma década, antes que a estátua corresse o risco de desabar. 

Participaram da análise a engenheira metalúrgica Virginia Costa e o restaurador francês Antoine Amarger, autoridade mundial no assunto. A responsável técnica pelo projeto, a arquiteta Verônica Di Benedetti, afirmou à reportagem de GZH que as fissuras eram consequência de um erro. Segundo ela, em 2007, quando o Laçador saiu da Avenida Farrapos com a Avenida Ceará e passou a integrar o cenário da Avenida dos Estados, obreiros teriam colocado argamassa de cimento com resto de tijolo dentro do monumento até a altura da bombacha, a fim de tentar estabilizar a estátua. Exposto às intempéries, o material trabalhou ao longo dos anos e começou a se romper.

Agora, para o restauro, o Laçador será aberto para que todo esse cimento seja retirado. Além disso, vai ganhar uma estrutura interna em aço inoxidável para funcionar como uma coluna — originalmente, a obra é oca. Antes de ser devolvida, a estátua ainda receberá um tratamento com pátina química para deixar o acabamento sem cicatrizes permanentes. 

 
 
 
 
 
 
 
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