Bombeiros entregam mais de mil brinquedos, além de cestas básicas e doces, em ação de Dia das Crianças na Capital  - Notícias

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Vila Cachorro Sentado 12/10/2021 | 21h54Atualizada em 12/10/2021 | 21h54

Bombeiros entregam mais de mil brinquedos, além de cestas básicas e doces, em ação de Dia das Crianças na Capital 

Militares arrecadaram dinheiro e compraram presentes para moradores de comunidade na Zona Leste 

Bombeiros entregam mais de mil brinquedos, além de cestas básicas e doces, em ação de Dia das Crianças na Capital  André Ávila / Agencia RBS/Agencia RBS
Mais de mil brinquedos foram comprados com dinheiro arrecadado pelos alunos da Academia de Bombeiro Militar do Rio Grande do Sul Foto: André Ávila / Agencia RBS / Agencia RBS

Com espadas e um caminhãozinho dos bombeiros em mãos, os irmãos gêmeos André Luis e Carlos Eduardo, cinco anos, saíram sorridentes da fila que se formou na Vila São Pedro – popularmente conhecida como Cachorro Sentado -, bairro Partenon, zona leste da Capital. Os brinquedos foram entregues aos garotos na manhã deste dia 12 de outubro, em uma ação dos membros da Academia de Bombeiro Militar do Rio Grande do Sul. Batizada de “Faça uma Criança Sorrir”, a mobilização reuniu R$ 10 mil, verba própria dos alunos, transformados em presentes para quem vive em situação de vulnerabilidade em Porto Alegre. 

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— Nós não conseguimos comprar nenhum presente. O sonho deles é ter uma bicicleta — admite Maria Eduarda da Silva Fernandes, 23 anos, mãe dos gêmeos. 

Vestidos idênticos, com camisa camuflada do Exército e boné preto, os irmãos ganharam, além da viatura em miniatura e das espadas, um dinossauro. A bicicleta tão sonhada, segundo a mãe, ficará para uma próxima ação solidária. 

Na casa de Gabriela Soares, 34 anos, também não houve troca de presentes. Ela levou seus cinco filhos para a fila, sob o sol forte desta terça-feira. 

— Se não fosse pelos bombeiros, eles não ganhariam nada — diz a faxineira, atualmente desempregada. 

A viatura comumente usada para combate em incêndios chegou à região pouco depois das 11h. No caminho, seguiu de sirenes ligadas, desde a escola de formação, na Rua Silva Só, até a comunidade. Ainda na Avenida Ipiranga, um grupo de meninos abordou os socorristas, pedindo balas.

Na cabine do veículo estava Sarah Selau, nove anos, filha do comandante Sandro Borges Selau. Com capacete folgado e uniforme sobrando nas mangas, a bombeiro mirim garantiu saber qual será seu futuro: 

— Vou ser bombeira. 

** fotos em baixa resolução ***PORTO ALEGRE, RS, BRASIL - Bombeiros realizam ação no dia das crianças com doações de brinquedos e alimentos na Vila Cachorro Sentado, no bairro Partenon. (Foto: André Ávila/ Agência RBS)Na foto: Sarah Selau, 9 anos<!-- NICAID(14912945) -->
Sarah, nove anos, participou da ação com o paiFoto: André Ávila / Agencia RBS

No campinho de chão batido da vila, uma barraca foi armada pelos militares, e os brinquedos descarregados. Centenas de pessoas se dividiram em duas filas: uma para carrinhos, bonecas, bolas de futebol e bicicletas, outra para as cestas básicas. 

— Esse é o meu presente. Olha o preço que das coisas no mercado — conta o jardineiro Paulo Rogério Portes Canabarro, 49 anos, abraçado em uma sacola de alimentos. 

Foram distribuídos 1,2 mil brinquedos, 200 ranchos e um número não contabilizado de kits com doces variados. Entre os voluntários, que se apresentaram para trabalhar em um dia em que estariam de folga, cerca de 40 bombeiros e alunos-oficiais. 

Uma das tantas bombeiras entusiasmadas na entrega de doações, Betina Justo Martins, 28 anos, admitiu ter mais um interesse na visita à Vila Cachorro Sentada. 

— Não quero influenciar, mas, se der pra entregar um carrinho de bombeiro, eu prefiro. Eu fui salva-vidas mirim há 17 anos — conta, e comprova o passado em fotos no Instagram.  

O coronel Carlos Alberto da Silva Souto, diretor da academia, definiu como único o Dia das Crianças de 2021. E comparou a ação de hoje com as ocorrências frequentemente atendidas: 

— É uma satisfação entrar na comunidade de sirene ligada para levar boas notícias, e não atender uma emergência. 

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