Facebook retira do ar live em que Bolsonaro associava vacina contra covid à aids - Notícias

Versão mobile

 
 

Combate à desinformação25/10/2021 | 15h11Atualizada em 25/10/2021 | 15h11

Facebook retira do ar live em que Bolsonaro associava vacina contra covid à aids

É a primeira vez que a plataforma remove o registro de uma transmissão ao vivo do presidente

Facebook retira do ar live em que Bolsonaro associava vacina contra covid à aids Alan Santos / Presidência da República/Divulgação/Presidência da República/Divulgação
Foto: Alan Santos / Presidência da República/Divulgação / Presidência da República/Divulgação
GZH
GZH

O Facebook tirou do ar o registro da mais recente live semanal do presidente Jair Bolsonaro. Na transmissão ao vivo, realizada na última quinta-feira (21), o chefe do Executivo declarou que vacinados contra a covid-19 "estão desenvolvendo a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (aids)".

O vídeo também não está mais disponível no Instagram, que pertence ao Facebook.

Na live, Bolsonaro pegou uma publicação em que estaria registrada a suposta notícia e leu: "Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados (15 dias após a segunda dose) estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida  muito mais rápido que o previsto".

Autoridades da área da saúde afirmam que a associação entre o imunizante e a transmissão do HIV, o vírus da aids, é falsa e inexistente.

Em nota emitida no sábado (23), por exemplo, o Comitê de HIV/aids da Sociedade Brasileira de Infectologia ressaltou não conhecer nenhuma relação entre a vacina e o desenvolvimento da doença. Também destacou a importância de as pessoas que vivem com HIV/aids fazerem o ciclo completo da vacinação. Por fim, o comitê registrou repudiar notícias falsas que façam menção a "esta associação inexistente".

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, esta é a primeira vez que o Facebook remove uma live semanal do presidente. Conforme a publicação, até o momento, apenas uma postagem de Bolsonaro havia sido removida das redes sociais da empresa — em março de 2020, quando ele defendeu o uso de cloroquina e refutou o isolamento social para combater o vírus.

O jornal O Estado de S. Paulo divulgou que o Facebook afirma estar empenhado "em criar uma comunidade mais bem informada e em reduzir a disseminação de notícias falsas". Já o Instagram diz trabalhar "com verificadores de fatos independentes no mundo todo que analisam conteúdo em mais de 60 idiomas".

 
 
 
 
Diário Gaúcho
Busca
clicRBS
Nova busca - outros