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Coluna da Maga08/10/2021 | 09h00Atualizada em 08/10/2021 | 09h00

Magali Moraes e o presente forçado

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e o presente forçado Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Nem fiz aniversário ainda e já recebi um presente antecipado. É daqueles que testam a nossa maturidade e nos fazem repensar tudo. No último dia 30, fui desligada do outro emprego que tenho (ou melhor, tinha) além do DG. Desligamento é como se chama a antiga demissão, e a impressão é mesmo ter sido desligada da tomada que me mantinha num ritmo frenético de trabalho. Foi exatamente o que eu precisava, mas não tive coragem de romper. Agora pouco importa. Está feito e tá bem bom.

Falei do déjà vu? Acontece nas melhores famílias, e não foi a primeira vez. Quando passei por essa experiência há 13 anos, lembro que me senti subitamente rica de tempo e pobre de dinheiro. Naquela época, entendi que era a chance de usar essa riqueza de horas livres com meus filhos (crianças que nasceram tendo uma mãe publicitária-vida-louca). Hoje eles são adultos, e vou pegar essa fortuna de segundos pra mim. O Ricardo me apoia e fez a maior declaração de amor: "Leva o teu tempo".  

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Sei que sou privilegiada por ter quem assuma os boletos por enquanto. Também sei que esse desligamento me traz riqueza de saúde e paz de espírito. Da outra vez, escrevi um livro sobre isso. Agora uma coluna tá de bom tamanho. As relações de trabalho são parecidas com um relacionamento: se não agrada as duas partes, que se separem respeitosamente e sejam felizes. Sou grata pelas pessoas incríveis que conheci nesse período. Ficam as amizades, sempre elas no meu currículo. 

E tem a pandemia. Quase ninguém vai sair igual dessa experiência coletiva (e tão individual). Da minha parte, vou aproveitar o presente forçado pra buscar outros modelos de trabalho e cultivar essa recente liberdade. Do alto dos meus quase 54 aninhos, me sinto jovem e disposta a me reinventar. De novo, quantas vezes for necessário. Se chama vida, né? Tô contando aqui porque escrever é terapêutico. E vai que alguém também esteja passando por isso. Te anima! Vai dar tudo certo.   


 
 
 
 
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