Municípios da Região Metropolitana enfrentam falta da vacina da AstraZeneca para aplicação de segunda dose - Notícias

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Covid-1924/10/2021 | 13h21Atualizada em 24/10/2021 | 13h26

Municípios da Região Metropolitana enfrentam falta da vacina da AstraZeneca para aplicação de segunda dose

Sete de 14 prefeituras consultadas por GZH relatam estar sem o imunizante ou com baixa quantidade no estoque

Municípios da Região Metropolitana enfrentam falta da vacina da AstraZeneca para aplicação de segunda dose Antonio Valiente / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS / Agencia RBS

Parte dos municípios da Região Metropolitana enfrenta escassez de doses da vacina da AstraZeneca contra a covid-19. De 14 prefeituras consultados por GZH nesta sexta-feira (22), a metade relatou estar sem o imunizante ou com o estoque prestes a acabar. 

O último lote do imunizante foi recebido pelo governo gaúcho em 9 de outubro, destinado para a aplicação de segunda dose em pessoas que receberam a primeira dose dessa vacina 12 semanas antes. Desde a última quarta-feira (20), o Estado orienta que o intervalo seja reduzido para oito semanas. Algumas prefeituras ainda não adotaram a medida por não conseguirem suprir a demanda. Há quem aguarde há três meses para completar a imunização.  

É o caso de Novo Hamburgo. Durante a manhã, havia cerca de 170 doses de AstraZeneca disponíveis no município. Todas seriam aplicadas em quem já fez o agendamento na semana passada. Aquelas que a partir desta semana já estão aptas a comparecer aos postos de vacinação podem fazer um agendamento prévio, embora o município garanta que não há como atender esse público até o dia 28.  

Uma moradora do município que não quis se identificar contou que seu filho tomou a primeira dose em julho e já estaria apto a completar a imunização. Quando descobriu a antecipação dos intervalos e contatou a prefeitura, foi informada pela secretaria que era necessário esperar ao menos uma semana. 

— O que adianta diminuir o intervalo se não tem vacina? Meu filho vai ter que esperar de qualquer maneira — reclama.  

Em São Leopoldo, a situação é semelhante. O município ainda possui cerca de mil doses, o suficiente para imunizar apenas quem recebeu a primeira dose em 19 de julho. Mas a expectativa é de que não haja mais oferta para a próxima semana.

Em Viamão, o encerramento das aplicações de AstraZeneca ocorreu ainda nessa sexta-feira. Até o final da manhã, restavam apenas 340 doses. O mesmo cenário foi registrado em Sapiranga, Eldorado do Sul e Estância Velha. Já Sapucaia do Sul está sem essas vacinas desde quarta-feira.

De acordo com o Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems), não se trata de um cenário generalizado.  

— São casos pontuais que ocorreram conforme o planejamento e a demanda em cada município — explica  Maicon Lemos, secretário de saúde de Canoas e presidente do Cosems. 

A Secretaria Estadual da Saúde informa que ainda não recebeu nenhuma definição sobre novos lotes do imunizante. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) entregou na quarta-feira ao governo federal uma remessa de 2 milhões de doses. Conforme apurou a reportagem de GZH em Brasília, a distribuição aos Estados ainda não consta na pauta do Ministério da Saúde. 

Municípios que estão sem AstraZeneca 

  • Sapucaia do Sul 
  • Viamão 
  • Estância Velha
  • Sapiranga 

Municípios que estão com o estoque prestes a acabar 

  • São Leopoldo 
  • Novo Hamburgo  
  • Eldorado do Sul 

Municípios que garantem a aplicação normal

  • Alvorada 
  • Guaíba 
  • Cachoeirinha 
  • Esteio 
  • Canoas 

Porto Alegre 

A capital gaúcha possui um estoque de cerca de 8 mil doses da AstraZeneca. De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde, Fernando Ritter, menos de mil estão sendo aplicadas por dia, o que garante a oferta para a próxima semana:

— Se todos que já podem receber a segunda dose fossem se vacinar, certamente ficaríamos sem. Mas tem muita gente com vacina atrasada, então, está sendo possível garantir a campanha da AstraZeneca. 

A Secretaria Municipal da Saúde não divulgou o número de pessoas com a segunda dose atrasada, em razão de uma instabilidade no sistema do Ministério da Saúde que impede que os dados atuais sejam contabilizados.

 
 
 
 
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