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Direto da Redação03/11/2021 | 09h00Atualizada em 03/11/2021 | 09h00

José Augusto Barros: "Bons exemplos nas periferias"

Jornalistas do Diário Gaúcho opinam sobre temas do cotidiano

José Augusto Barros: "Bons exemplos nas periferias" Agência RBS / Agência RBS/Agência RBS
Direto da Redação Foto: Agência RBS / Agência RBS / Agência RBS

Nos últimos dias, em incursões na periferia da Capital e Grande Porto Alegre, pude conferir de perto que algumas localidades começam a se transformar a partir de um poderoso meio: a cultura.

Um dos precursores deste movimento foi a galera liderada por Rafa, do grufo Rafuagi, um dos coordenadores da Casa da Cultura do Hip Hop, em Esteio. Inaugurada em 2017, ela foi a pioneira do gênero no Estado, oferecendo uma série de atividades gratuitas para a comunidade e dando oportunidades para que jovens possam dar seus primeiros passos no mundo da cultura, o que pode ajudar a afastá-los do crime, uma tentação sempre muito próxima para quem mora na periferia.

Pois, além desta, conferi outras iniciativas que começam a transformar cenários. No Rubem Berta, o coletivo Embolamento Cultural, liderado pelo rapper Tiry, do grupo BFN, empenha-se em transformar o local em uma referência cultural para os moradores da região, uma das mais violentas da cidade. Entre as iniciativas, propostas de aulas de inglês gratuitas, práticas esportivas e uma biblioteca. 

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No Morro da Cruz, o Galpão Cultural Casa de Hip Hop, que deve ser inaugurado em dezembro, é outro exemplo. Capitaneada pela rapper Negra Jaque, a casa já passou por alguns perrengues e chegou a ter as obras interrompidas mas, graças a uma grande mobilização da comunidade, será finalizada.

Estando nestes locais, foi interessante perceber que são iniciativas que pouco – ou nada – dependeram do poder público e que mostram a força do trabalho resiliente de lideranças fantásticas e positivas de periferia, como Rafa, Negra Jaque e Tiry. Vendo esses exemplos, espero que o poder público, em todas as esferas, se inspire para criar mais iniciativas como essas. É um investimento que se pagará facilmente, em um futuro muito próximo. Afinal de contas, tem preço ver que jovens que poderiam estar se encaminhando para o mundo do tráfico estejam se engajando na cultura?

Parabéns, Rafa, Jaque e Tiry. Que a gurizada da periferia saiba reconhecer o tamanho do esforço de vocês.


 
 
 
 
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