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Coluna da Maga15/11/2021 | 09h00Atualizada em 15/11/2021 | 09h00

Magali Moraes e a vida online

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e a vida online Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Como se fazia lá nos antigamentes pra manter contato com as pessoas queridas que, por alguma razão, deixávamos de conviver? Pensa como era a vida sem celular e internet. Dependia da sorte encontrar sem querer esse alguém na rua. Ou um conhecido em comum que soubesse dar notícias. Podia mandar sinal de fumaça, pombo-correio, telegrama, fax, carta (com envelope e selo, lembra?). As famílias publicavam nos jornais a participação de casamento e nascimento dos filhos. Foto só em álbum físico.

Hoje, até enviar cartão de Natal parece algo do tempo das cavernas. Nada contra se você ainda faz isso. É que os e-mails mudaram tudo. E se tornaram super formais (e menos necessários) com as redes sociais. É no feed, nos stories e nas mensagens diretas que tudo acontece. Comprar e vender. Receber proposta de emprego. Reencontrar colegas e professores do jardim de infância. Mesmo distantes fisicamente, conseguimos acompanhar a vida dos outros. No bom e mau sentido. 

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Filhos

Óbvio que eu vou focar no bom sentido, você me conhece. Dar uma circulada pelas redes sociais é ver como os filhos dos amigos cresceram. Descobrir quem separou, casou, mudou de casa ou cidade. Rolando o feed, vou me atualizando e matando a saudade de quem eu adorava estar pertinho. Percebo mudanças de vida e da forma de pensar, e também quem segue igual. A pandemia nos mostrou que até consulta médica pode acontecer online. E que as relações de trabalho nunca mais serão as mesmas.

Ainda tem muito filtro camuflando a realidade. Mas isso tem mudado, a maioria já cansou de perfeição e vida fake. Eu também conto um pouco de mim a cada postagem que faço. E, assim, espero que as pessoas que sentem falta de conviver comigo se sintam mais próximas. Claro que o ideal é o convívio presencial. Se não é possível, que seja através do online. Celular e WhatsApp ajudam bastante. Estamos perto ou longe demais, depende de como usamos as ferramentas digitais. 


 
 
 
 
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