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Posso Entrar?03/12/2021 | 08h00Atualizada em 03/12/2021 | 08h00

Cris Silva: "Pode entrar, hoje é Dia do Amor!"

Colunista traz histórias inspiradoras de vida e trabalho todas as sextas-feiras

Cris Silva: "Pode entrar, hoje é Dia do Amor!" Agência RBS/Agência RBS
Cris Silva Foto: Agência RBS / Agência RBS

A coluna de hoje conta a história da Carla Muller, 32 anos, fundadora da ONG Dia do Amor. Como ela mesma diz, antes de entrar de cabeça no voluntariado, espiritualmente vivia em uma bolha. Mas também não tinha forças para querer ver ou fazer alguma atividade diferente porque sofria muito de crises de ansiedade, crises de pânico que a paralisavam. Só que foi justamente durante uma internação por conta do emocional fragilizado que Carla resolveu resgatar algo que estava adormecido: o voluntariado.

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O DIA DO AMOR

"É uma ONG que ajuda diversos grupos que precisam de ajuda, doando cesta básicas, itens de higiene, material escolar, ajudando com pequenas reformas. Fazemos toda semana o Sanduba do Amor, quando entregamos lanches para as pessoas em situação de rua. Doamos absorventes e produtos de higiene pessoal para UBSs, hospitais e comunidades e fazemos ações nas comunidades, em escolas e outras instituições."

A coluna de hoje conta a história da Carla Muller, 32 anos, fundadora da ONG Dia do Amor. Como ela mesma diz, antes de entrar de cabeça no voluntariado, espiritualmente vivia em uma bolha. Mas também não tinha forças para querer ver ou fazer alguma atividade diferente porque sofria muito de crises de ansiedade, crises de pânico que a paralisavam. Só que foi justamente durante uma internação por conta do emocional fragilizado que Carla resolveu resgatar algo que estava adormecido: o voluntariado.<!-- NICAID(14956850) -->
Carla MullerFoto: Arthur Brizzo / Divulgação

COMO SURGIU

"Estava num momento em que o meu psicológico afetou meu físico e acabei sendo internada. Não foram dias fáceis, até eu me dar conta da força que a minha mãe tinha naquele momento. Havia uma outra menina no quarto comigo, e sempre que minha mãe ia me visitar, ela cuidava da menina também. Essas cenas ficaram na minha cabeça, e vi como cuidar do próximo estava fazendo bem para minha mãe. Foi assim que eu decidi resgatar algo adormecido em mim: o voluntariado. Do hospital mesmo postei nas minhas redes sociais convites para as pessoas irem em um lar de idosos comigo. E fomos eu e mais nove pessoas. Doamos nosso tempo, que aprendi ser uma das coisas mais preciosas na nossa vida. Foi incrível."

UM DIA ESPECIAL

"Teve um dia em que duvidei de Deus. Estava na nossa primeira entrega de lanches para pessoas em situação de rua. Foi na frente da Catedral Metropolitana, na Praça da Matriz, e aquilo me deixou muito mal. Aí uma amiga e voluntária do Dia do Amor me lembrou que, nessas horas, nós somos a extensão de Deus, ajudando quem precisa."

A coluna de hoje conta a história da Carla Muller, 32 anos, fundadora da ONG Dia do Amor. Como ela mesma diz, antes de entrar de cabeça no voluntariado, espiritualmente vivia em uma bolha. Mas também não tinha forças para querer ver ou fazer alguma atividade diferente porque sofria muito de crises de ansiedade, crises de pânico que a paralisavam. Só que foi justamente durante uma internação por conta do emocional fragilizado que Carla resolveu resgatar algo que estava adormecido: o voluntariado.<!-- NICAID(14956849) -->
Uma das açõesFoto: Carter Fotografia / Divulgação

MINHA INSPIRAÇÃO

"Sempre foram meus pais. Minha mãe, porque sempre foi uma mulher forte, que passou por diversas coisas ruins na vida, mas sempre lidou com generosidade e amor em todas elas. E sempre me ensinou que o que eu tenho, posso compartilhar.  E meu pai, que tem 86 anos e uma vontade de viver que nunca vi igual. Uma alegria, é super ativo."

DAQUI PARA FRENTE

"Acredito que duas coisas têm o poder de mudar o mundo e as pessoas: amor e educação. Quero muito unir mais ainda esses dois propósitos e conseguir usá-los para mudar a vida de mais pessoas e de uma forma mais impactante. Quero poder ajudar e dar voz às causas e às pessoas. Pode parecer estranho, mas a verdade é que a felicidade é uma habilidade que podemos cultivar. Não acho que existe uma forma de felicidade, mas acredito que existem diversos caminhos."

Recado da Cris

"A vida só dá asas para quem não tem medo de cair."


 
 
 
 
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