No verão, abandonos aumentam e adoções de animais diminuem; saiba como ajudar ONGs da Região Metropolitana - Notícias

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Cuidado responsável28/12/2021 | 08h44Atualizada em 28/12/2021 | 08h44

No verão, abandonos aumentam e adoções de animais diminuem; saiba como ajudar ONGs da Região Metropolitana

Protetores de pets indicam que tutores se organizem com antecedência caso tenham viagens marcadas para este período

No verão, abandonos aumentam e adoções de animais diminuem; saiba como ajudar ONGs da Região Metropolitana Jefferson Botega / Agencia RBS/Agencia RBS
A ONG 101 Viralatas, fundada por Aline Vieira, tem mais de 300 animais para adoção Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS / Agencia RBS

O dilema surge toda vez que as famílias se organizam para viajar: onde deixar o pet durante a temporada de verão? Com as idas à praia, muitos acabam abandonando cães e gatos, apesar de ser crime, previsto na Lei 14.064/20, sujeito à multa e detenção de até cinco anos.

É comum recorrer aos protetores de animais, que, a cada fim de ano, recebem uma enxurrada de telefonemas com as mesmas justificativas:

— "Vou viajar, não posso ficar com eles", "Estou de mudança". As explicações são sempre essas. E quando a gente diz que não tem como absorver esses animais, eles começam a colocar a culpa na gente: "Se vocês não pegarem, nós vamos colocar na rua" — conta Raquel Castro, fundadora da ONG Majuna Proteção Animal, há 10 anos em atuação em Porto Alegre.

De outubro a novembro, a 101 Viralatas, em atividade desde 2004 em Viamão, recebeu mais 18 cães e 15 gatos em seu abrigo, totalizando pouco mais de 300 bichinhos que esperam por um lar. Alguns foram abandonados, outros tirados de maus-tratos. Fundadora da ONG, a protetora Aline Vieira aguarda o fim de dezembro para fechar o balanço do mês, mas tem certeza de que o número de abandonos foi ainda maior.

— Hoje mesmo acordei com um filhotinho amarrado aqui na frente do abrigo — relata.

Desde o dia 24, véspera de Natal, até agora, a ONG Gepar, em Esteio, foi notificada de 29 casos de abandono. Segundo a fundadora, a protetora Dina Vicente, são animais largados no meio do mato ou da estrada. Mas há outras situações que também acabam sobrecarregando as ONGs: muitas famílias saem por apenas alguns dias e deixam o bichinho em casa, mas sequer se dão conta de alertar a vizinhança. 

— As pessoas viajam e retornam poucos dias depois. Nesse período, deixam os cães sozinhos, sem ninguém para alimentar. E aí os vizinhos acionam as ONGs e nós precisamos jogar comida por cima dos muros — conta Dina.

O verão não é só a época em que mais se abandona animais, mas também o período em que menos se adota, justamente porque todos querem viajar. O desafio, para quem está na luta pelo bem estar dos bichinhos, é ainda maior. 

— As duas coisas dificultam: os infratores, que abandonam os animais, e as pessoas conscientes, que querem adotar, mas acabam não adotando durante o verão por motivos pessoais — observa Julia Saar Gemignani, fundadora da Salva Latas, de Viamão. 

Vizinho, parente, cuidador

Antes de arrumar as malas e cair na estrada, as famílias precisam pensar onde deixarão os animais de estimação. A primeira orientação é levá-los junto. Caso não seja possível, é preciso pedir ajudar da vizinhança ou de algum parente para dar comida e bebida, além de garantir alguns minutos de passeio. 

É preciso lembrar que o pet não é uma diversão eventual, mas uma responsabilidade firmada para sempre. 

— Tem que ter consciência que seus pets são filhos. Se não quer levar junto, existem casas que ficam com os bichos durante esse período. O problema é que não querem gastar. É muito mais fácil abrir o portão da casa, deixar o animal escapar e, daqui 15 dias, quando voltarem, pegar outro animalzinho — critica Dina. 

Também é válido contratar um pet sitter, que são cuidadores temporários, ou deixar em um hotel para animais de estimação. No primeiro caso, a pessoa pode cobrar entre R$ 15 e R$ 35 por dia. No segundo, a diária pode custar entre R$ 10 e R$ 50.

Só em último caso se deve recorrer às ONGs.

— ONGs existem para proteger o animal, e não para resolver os problemas das famílias. ONG existe para proteger animal em situações graves de abandono, bichos atropelados, ajuda para resgate. Não temos condições de abrir a porta para atender todos os casos — apela Raquel.

Onde deixar o pet durante as férias de verão?

  • Levar junto
  • Deixar com familiar ou vizinho
  • Contratar um pet sitter, que são cuidadores temporários de animais
  • Deixar em hotel para animais
  • Em último caso, acionar uma ONG com antecedência, que pode ajudar a colocar o animal para adoção

Como ajudar as ONGs

Majuna Proteção Animal - Porto Alegre
Tem cerca de 400 animais para adoção. Também recebe doações de ração e medicamentos, além de contribuições em dinheiro via Pix (chave é o CNPJ) 35.933.315/0001-76. Contatar pelo e-mail majunaprotecaoanimal@gmail.com ou pelas redes sociais

101 Viralatas - Viamão
Tem pouco mais de 300 animais para adoção. Também recebe doações. Contatar pelas redes sociais ou pelo WhatsApp (51) 9431-9350

ONG Gepar - Esteio
Tem animais para adoção e também recebem doações de ração, jornal e roupas para pets. Contatar pelo WhatsApp (51) 8625-4367 ou pelas redes sociais

Salva Latas - Viamão
Contatar pelo WhatsApp (51) 99598-2075

 
 
 
 
 
 
 
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