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Covid-1927/12/2021 | 10h28Atualizada em 27/12/2021 | 10h29

Um mês depois, o que se sabe sobre a variante Ômicron e suas consequências

Variante foi batizada pela OMS no dia 26 de novembro e, desde então, reacendeu preocupação com potencial agravamento da crise sanitária

Um mês depois, o que se sabe sobre a variante Ômicron e suas consequências Jonatan Sarmento / Arte GZH/Arte GZH
Foto: Jonatan Sarmento / Arte GZH / Arte GZH
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Há um mês, no dia 26 de novembro, um novo capítulo se iniciava na história da pandemia de covid-19 – a Organização Mundial da Saúde (OMS) batizava a linhagem B.1.1.529 como Ômicron, uma nova variante de preocupação, classificação usada para mutações que podem implicar em um aumento na capacidade de transmissão ou da gravidade da doença, por exemplo.

Desde então, a Ômicron se propagou por todo o globo, especialmente na Europa, onde o Reino Unido bateu um novo recorde de casos de covid-19 confirmados em um só dia e países como Itália e Espanha voltaram a exigir o uso de máscaras em público. A Holanda iniciou um lockdown até 14 de janeiro. Durante o feriado de Natal, mais de 7 mil voos foram cancelados devido à propagação da nova cepa.

No Brasil, os dois primeiros casos de Ômicron foram identificados já no dia 30 de novembro. A variante se alastrou e atualmente há transmissão comunitária dela até mesmo em Porto Alegre. Em São Paulo, o governo prorrogou o uso obrigatório de máscaras até o final de janeiro. Muitas cidades brasileiras, como Porto Alegre, Florianópolis, Salvador e Rio de Janeiro, optaram por cancelar suas festas de Réveillon, para prevenir a disseminação da cepa. Muitos municípios já discutem também o cancelamento dos desfiles de Carnaval.

A principal dúvida hoje é sobre qual a eficácia das vacinas existentes para essa variante. A OMS destacou em nota divulgada na sexta-feira (24) que já há “evidência substancial” de que a Ômicron é mais transmissível. No entanto, as informações sobre a efetividade dos imunizantes disponíveis ainda são “limitadas” e devem ser vistas com cautela, pois são baseadas em números pequenos.

Empresas como Pfizer e AstraZeneca relataram baixa eficácia de suas vacinas contra a Ômicron após um regime de vacinação de duas doses. No entanto, a proteção aumentou para um nível mais robusto após a aplicação de uma terceira dose, destaca a OMS.

A nova variante pode causar sintomas incomuns a outras linhagens da covid-19, como dor de garganta, músculos doloridos, principalmente na região da lombar, nariz entupido e problemas estomacais. A perda de olfato e paladar, por outro lado, parece não estar entre os sintomas da Ômicron.

A tendência, segundo especialistas, é de que a cepa prolongue a pandemia. No entanto, eles destacam que a manutenção do uso de máscara e a aplicação em massa da terceira dose da vacina devem evitar o agravamento da situação no Brasil. A projeção é de que aumente o número de casos, mas não o de mortes, graças à cobertura vacinal.

Uma boa notícia é que um estudo realizado na África do Sul, onde a Ômicron foi identificada pela primeira vez, indica que a variante pode ser 70% a 80% menos grave do que a Delta. Não é possível, porém, afirmar que esse percentual seria o mesmo em outros países, uma vez que a nação africana possui especificidades, como uma média de idade mais jovem, que não se aplica a outros locais.

 
 
 
 
 
 
 
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