Caçador de metais encontrou de moedas a anéis de casamento e de formatura à beira-mar - Notícias

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Litoral Norte17/01/2022 | 15h15Atualizada em 17/01/2022 | 15h27

Caçador de metais encontrou de moedas a anéis de casamento e de formatura à beira-mar

Homem de 56 anos percorre areias de Capão da Canoa usando equipamento que ajuda a identificar objetos metálicos

Caçador de metais encontrou de moedas a anéis de casamento e de formatura à beira-mar Tiago Bitencourt / Agência RBS/Agência RBS
Com auxílio de um detector de metais, Orlando Machado "vare" a areia em busca de objetos perdidos Foto: Tiago Bitencourt / Agência RBS / Agência RBS

Uma cena curiosa chama a atenção de quem passa pela beira-mar das praias do Litoral Norte durante as manhãs de veraneio. Um homem com fones de ouvidos e um equipamento semelhante a um aparador de grama caminha de um lado para o outro.

Na realidade, trata-se de um detector de metal portátil. Ele é usado para identificar a presença de metais enterrados na areia.

Na manhã desta segunda-feira (17), Orlando Machado, 56 anos, percorria as areias de Capão da Canoa, como faz em dias de tempo limpo. Ele começa às 5h30 e caminha pela orla de ponta a ponta até o movimento de veranistas aumentar.

Há 35 anos trabalhando com antenas parabólicas, atualmente seu Orlando, como é conhecido, é representante da TV por assinatura e tem uma loja em Terra de Areia. Há alguns anos, junto do filho, começaram a caçar “tesouros” na beira da praia.

– Já teve dias que eu recolhi o equivalente a R$ 4 mil. Mas não é sempre assim – conta. 

O equipamento utilizado, segundo ele, é um dos melhores e custou cerca de R$ 6 mil. Além dos fones de ouvido que recebem um alerta sonoro, possui um visor que mostra o tamanho do metal identificado. 

Uma pá com um cesto acoplado também são carregados. Quando o detector indica a presença de algum objeto, ele escava e coloca um monte ao lado. Ali ele repassa o detector e revira a areia até que localize o metal.

Seu Orlando conta que além das buscas diárias, também é requisitado para buscas particulares. Algumas semanas atrás, em Capão da Canoa, resgatou uma aliança de noivado e ganhou R$ 1 mil.

– O senhor perdeu a aliança e deixou um envelope no quiosque pedindo que eu tentasse localizar e com os dizeres específicos. No outro dia pela manhã eu fui procurar, achei, entreguei e no envelope havia o dinheiro.

Em outra situação, uma família mais humilde havia juntado dinheiro para comprar um anel de formatura para uma criança da pré-escola. O menino acabou perdendo ao brincar na areia.

Orlando Machado, 56 anos, percorre a orla de Capão da Canoa em busca de metais escondidos na areia.Foto: Tiago Bitencourt/ Agência RBS<!-- NICAID(14991695) -->
Seu Orlando começa a busca por metais por volta das 5h30Foto: Tiago Bitencourt / Agência RBS

– Um tio da criança me procurou e eu encontrei. Eles queriam me dar uma recompensa, mas nesse caso, não aceitei.

Em lavouras e fazendas o “caçador de metais” também é chamado para encontrar, principalmente, peças de maquinário de trator. Conhecido em Terra de Areia, seu Orlando diz que sempre tenta devolver o que acha, mas que nem sempre é possível.

Na manhã desta segunda, até as 9h30, apenas moedas e uma corrente haviam sido encontradas.

– Deu uns R$ 6 em moeda. A corrente eu ainda não olhei com cuidado.

 
 
 
 
 
 
 
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