Com gramado alto e acúmulo de lixo, cemitério municipal de  Sapucaia do Sul necessita de manutenção - Notícias

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Seu Problema é Nosso10/01/2022 | 10h05Atualizada em 10/01/2022 | 10h06

Com gramado alto e acúmulo de lixo, cemitério municipal de  Sapucaia do Sul necessita de manutenção

Morador da cidade mostra-se preocupado com a falta de cuidados com o local

Com gramado alto e acúmulo de lixo, cemitério municipal de  Sapucaia do Sul necessita de manutenção arquivo pessoal / arquivo pessoal/arquivo pessoal
Francisco José Lucas conta que o jazigo de sua mãe foi depredado Foto: arquivo pessoal / arquivo pessoal / arquivo pessoal

Lixo, matagal e despachos religiosos ainda são motivos de preocupações aos frequentadores e moradores da região próxima ao cemitério João XXIII, localizado no bairro Capão Novo, em Sapucaia do Sul. Atualmente, o cemitério é administrado pela prefeitura, por meio da Secretaria de Obras. 

Após reportagem publicada no dia 8 de abril do ano passado, o corretor de seguros Francisco José Lucas, 67 anos, afirmou que a prefeitura esteve no local e realizou a limpeza. Porém, quando foi ao cemitério novamente, notou que a alta vegetação e a sujeira predominavam outra vez no espaço.

– O cemitério segue abandonado, sujo e com a grama alta. Não está fácil de caminhar entre as sepulturas porque tem muito mato – conta, depois de visitar o local em 28 de dezembro e fazer fotos do que considera falta de cuidado.

Segundo o corretor, sua família possui jazigos vitalícios, e lá estão enterrados seus pais e seus dois irmãos. Ao visitar o túmulo de sua mãe, que faleceu em março do ano passado, aos 97 anos, notou que o jazigo estava depredado. Uma situação que o frustrou bastante. 

– Meu sentimento é de desgosto e de falta de capricho. Inclusive, o revestimento da sepultura de minha mãe está quebrado. Minha mãe era caprichosa demais – lamenta.

Sujeira

Os despachos religiosos próximos aos jazigos, somados aos resíduos urbanos e à falta de cercamento, incomodam quem vai ao local. Francisco conta que sua vizinha recentemente perdeu a irmã e enterrou-a no João XXIII. E, assim como ele, também reclamou da falta de limpeza no cemitério. 

– Esses dias estava conversando com ela, que comentou que havia sepultado a irmã no meio do mato  – diz. 

Apesar de a limpeza ter sido realizada, o corretor de imóveis afirma que ainda há problemas no cemitério. Um deles seria o do muro desabado que dividia o local da rodovia RS-118. O espaço sem a mureta tornou-se depósito de lixo, causando mau cheiro e sujeira.

– Tá tudo aberto, qualquer pessoa pode entrar ali porque está sem esse muro. A prefeitura deveria fechar. Está um depósito de lixo feio ali – critica. 

Lixo, matagal e despachos religiosos ainda são motivos de preocupações aos frequentadores e moradores da região próxima ao cemitério João XXIII, localizado no bairro Capão Novo, em Sapucaia do Sul. <!-- NICAID(14982248) -->
Cemitério está sem muro de proteçãoFoto: arquivo pessoal / arquivo pessoal


Prefeitura e Daer não se entendem

A prefeitura de Sapucaia do Sul, por meio da Secretaria de Obras, afirmou que as limpezas do Cemitério João XXIII começaram em março de 2021, “sendo retirada, também, grande quantidade de lixo”. Segundo a pasta, “atualmente, ambos os cemitérios municipais, o Pio XII e o João XXIII, contam com equipes que realizam a limpeza diária, com capina e roçada”.

Em relação ao muro do cemitério, a prefeitura informou que a estrutura sofreu vários danos por conta das obras de duplicação da rodovia. “Com a ampliação da RS-118, o local onde está o muro pertence ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), e já existe um projeto em ação conjunta com a prefeitura e o departamento para a construção de um novo muro, que vai cercar todo o cemitério, sem previsão de data”.

Paralelamente a isso, a secretaria disse que o Daer vai requisitar uma área para alargamento das ruas no entorno da RS-118, e que a prefeitura vai solicitar a construção do novo muro. “O Daer está entrando com um processo de desapropriação para assumir a parte onde hoje está o muro”. 

Proprietário

De acordo com o Daer, no entanto, está sendo providenciada “uma avaliação necessária para desapropriação do local que está dentro da faixa de domínio da rodovia”. A pasta informou que a solicitação será encaminhada ao município de Sapucaia do Sul, “que sempre foi proprietário do espaço”. Em relação à construção do muro, o Daer informou que “ele é de propriedade do cemitério”. 

Denuncie o descarte irregular de lixo
/// Secretaria de Obras: (51) 3451-2019
/// Secretaria do Meio Ambiente: (51) 3452-6610
/// Ouvidoria da prefeitura de Sapucaia do Sul: (51) 3451-8044 ou (51) 3451-8045 ou (51) 3451-8011 (para celular e telefone fixo).

Produção: Vitória Fagundes


 
 
 
 
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