Internações clínicas por covid-19 triplicam em duas semanas no RS, mas seguem abaixo de picos anteriores - Notícias

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Avanço da Ômicron 18/01/2022 | 08h52Atualizada em 18/01/2022 | 08h53

Internações clínicas por covid-19 triplicam em duas semanas no RS, mas seguem abaixo de picos anteriores

Estado registrou mais 13,1 mil casos nesta segunda-feira e mantém média móvel em patamar mais elevado da pandemia

Internações clínicas por covid-19 triplicam em duas semanas no RS, mas seguem abaixo de picos anteriores Félix Zucco / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS / Agencia RBS

 O número de pacientes com covid-19 que precisam de internação hospitalar em leitos clínicos registra novo crescimento no Rio Grande do Sul e já acumula uma alta de 265% em duas semanas. Em outras palavras, esse número mais do que triplicou no período, passando de 155 no dia 3 de janeiro para 566 nesta segunda-feira (17).

Apesar da alta expressiva no número de pacientes internados pela doença nos últimos dias, o Estado segue em situação melhor de internações por covid-19 do que nas três ondas anteriores da pandemia. A título de comparação, no momento mais grave da pandemia, em março de 2021, havia 5.435 pessoas com covid-19 em leitos clínicos (hoje, são 566).

No número de internados por covid-19 em UTIs, também há alta nas últimas duas semanas, mas a subida é menos intensa. Entre 3 de janeiro e esta segunda-feira, o total de internações em UTIs por covid subiu 73,8%.

As internações, ainda que estejam subindo expressivamente, até o momento não crescem na mesma velocidade do número de casos. Nas mesmas duas semanas, a média móvel de casos subiu mais de 1000%. Especialistas ouvidos por GZH ao longo das últimas semanas destacam que a vacinação é a principal responsável por reduzir as chances de as pessoas desenvolverem formas graves da doença e necessitarem de internação. Há indicativos, também, de que a variante Ômicron possa ser menos agressiva que as anteriores.

A explosão de casos é percebida no Rio Grande do Sul desde o fim de dezembro. Na última sexta-feira (14), o Estado registrou a maior média móvel de novos casos de toda a pandemia.

Nesta segunda-feira (17), foram registrados mais 13.104 casos e 12 mortes. Com os dados mais recentes, o Estado registra média móvel diária de 8.622,3 casos confirmados.

Em julho de 2021, conforme mostra o gráfico abaixo, a curva de casos chegou a dar um salto pontual, mas o movimento foi antecipado pelas autoridades de saúde e se tratava da inclusão retroativa de dados antigos.

Durante o último final de semana, o governo do Estado não atualizou os dados da pandemia. No sábado (15), a Secretaria Estadual da Saúde (SES) informou que tentou atualizar o número de casos e óbitos, mas não conseguiu, devido a uma instabilidade para acessar o e-SUS Notifica, sistema do governo federal.

No domingo (16), não houve atualização, conforme a SES, porque havia poucos dados inseridos no sistema, ainda em decorrência da instabilidade no sistema registrada no dia anterior. 

 
 
 
 
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