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Direto da Redação26/01/2022 | 09h00Atualizada em 26/01/2022 | 10h10

Michele Pradella: "Voltamos à estaca zero?"

Todas as quartas-feiras, jornalistas do Diário Gaúcho opinam sobre temas do cotidiano

Michele Pradella: "Voltamos à estaca zero?" Agência RBS / Agência RBS/Agência RBS
Direto da Redação Foto: Agência RBS / Agência RBS / Agência RBS

Janeiro vai chegando ao fim e não deve deixar saudade. Digo isso porque, se você tem acompanhado os noticiários deste primeiro mês de 2022, tem motivos de sobra para se preocupar. A pandemia não acabou, a variante Ômicron provocou uma disparada no número de casos, que têm batido recordes dia após dia. Depois das festas de final de ano, muitas pessoas se contaminaram, acendendo vários alertas em mostrando que é hora de colocar o pé no freio, evitar certos programas e continuar mantendo os cuidados que muitos abandonaram ao longo dos últimos meses.

Mas a situação é tão grave quanto estava um ano atrás? Não, nem um pouco. Há muitas contaminações, mas uma queda expressiva no número de mortes e doentes graves. O que distingue o início de 2021 deste 2022 é aquela palavrinha de três sílabas, seis letras e fundamental importância: VACINA.

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Sim, aquela que muita gente insiste em rechaçar. Que os pais temem levar seus filhos para tomar. Que mais do que uma escolha individual, é um compromisso coletivo. A vacinação salvou milhares de vidas desde que a campanha começou, há um ano. As três picadinhas me mantiveram protegida e a salvo da doença até aqui. Graças à vacina tenho minha família toda saudável e imunizada.  

"Ah, mas se as pessoas continuam se contaminando, quer dizer que a vacina não funciona?". Para quem ainda não entendeu, vou contar uma coisa importante: a vacinação não impede a contaminação pela covid-19. Evita, isso sim, que a pessoa desenvolva as formas mais graves da doença. Digamos que é um reforço no verdadeiro exército que é o nosso sistema imunológico. Mais bem armados, a luta contra o vírus tem mais chances de ser vencida.

Por isso, respondendo à questão do título, o momento atual não é de retrocesso. A batalha é a mesma, a grande diferença é o arsenal que temos para vencer. O segredo para vencer todos já sabem (as seis letrinhas, lembra?), só precisamos que ninguém entre nessa luta desarmado.


 
 
 
 
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