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Crescimento24/01/2022 | 22h06Atualizada em 24/01/2022 | 22h06

Porto Alegre volta a ter mais de cem pacientes com coronavírus em UTIs

Ocupação cresceu 25% em uma semana, segundo dados da prefeitura

Porto Alegre volta a ter mais de cem pacientes com coronavírus em UTIs Jefferson Botega / Agencia RBS/Agencia RBS
Há 115 pessoas nesta condição nesta segunda-feira (24) Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS / Agencia RBS

Após permanecer por novembro e dezembro com menos de 100 pacientes com coronavírus em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), Porto Alegre voltou a ultrapassar, nos últimos dias, a marca de uma centena de pacientes com estado gravíssimo pela doença. Há 115 pessoas nesta condição nesta segunda-feira (24), 25% a mais do que na semana passada, segundo dados da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). 

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Não há como analisar dados entre quarta-feira (19) e domingo (23) porque a prefeitura de Porto Alegre parou de atualizar diariamente o painel de transparência com o histórico de estatísticas da pandemia — a inserção ocorre apenas às quartas-feiras. São informados apenas os dados do dia, isoladamente.

O crescimento na lotação hospitalar ocorre nas últimas semanas com a nova onda causada pela variante Ômicron. Há cerca de um mês, Porto Alegre tinha apenas 16 internados com coronavírus em UTIs. 

Médicos que atuam em hospitais relatam que a maioria dos internados são pessoas com calendário vacinal atrasado, além de idosos e pessoas com comorbidades. Estudo conduzido pela Secretaria Municipal da Saúde mostrou que o risco de internação é em UTI é 16,4 vezes maior entre não vacinados.

O número de pacientes com covid-19 em Porto Alegre neste domingo está distante do ápice da pandemia na capital gaúcha, quando, no fim de março, 903 pacientes estavam internados em estado gravíssimo pela doença. 

Mas médicos afirmam que o cenário não deve ser usado como parâmetro de expansão de leitos, uma vez que hospitais colapsaram e houve aumento da mortalidade da população no período.

Reportagem de GZH mostrou que as internações em leitos clínicos cresceram mais de 80% em uma semana - nas UTIs, a subida foi de 53%. As internações pediátricas se mantêm em níveis baixos, mas cresceram sete vezes no último mês.

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