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Bicharada06/01/2022 | 10h32Atualizada em 06/01/2022 | 10h32

Pulgas e carrapatos: proteja seus pets destes parasitas

Com a chegada do verão, pragas se proliferam com mais facilidade e podem provocar doenças nos animais

Pulgas e carrapatos: proteja seus pets destes parasitas Arquivo/Ulbra / Divulgação/Divulgação
Especialista explica que prevenção é o melhor tratamento Foto: Arquivo/Ulbra / Divulgação / Divulgação

Comuns em animais de estimação, as pulgas e os carrapatos podem gerar muitos danos para o bem-estar dos mascotes. Apesar de serem diferentes, eles fazem parte do grupo de ectoparasitas, ou seja, parasitas externos que são encontrados na superfície do corpo dos bichinhos ou no local onde vivem. 

É fato que a chegada do verão traz um alerta para os cuidados com os pets, pois o ciclo de vida das pulgas e dos carrapatos é favorecido nos períodos em que os termômetros marcam temperaturas mais altas. Além disso, o clima úmido é outro fator que facilita a proliferação destas pragas. Apesar disso, a professora da faculdade de Veterinária da Ulbra Cristine Fischer chama a atenção para a necessidade de cuidados contínuos: 

– Aqui em Porto Alegre e Região Metropolitana, acabamos tendo temperaturas quentes o ano inteiro. Mesmo em momentos de temperaturas baixas, há picos de climas mais quentes. Além disso, temos a umidade relativa do ar mais elevada. São ambientes que fazem com que tenhamos pulgas e carrapatos o ano inteiro. E, no verão, se proliferam mais – explica.  

A contaminação costuma ocorrer por meio do contato com outros animais que já estejam com os parasitas ou em ambientes onde eles já tenham se proliferado. Por serem hematófagas – o que significa que se alimentam de sangue –, além de causarem alergias em cães e gatos, por se manterem em contato com a pelo dos bichos, essas pragas podem ser transmissoras de outras doenças. Confira no quadro as características de cada um dos parasitas e onde buscar o tratamento ideal para o seu pet. 


Conheça duas das pragas mais comuns


Pulgas
/// São insetos de até 3mm que buscam cães e gatos como hospedeiros.
/// Na fase adulta, ficam nos pelos, onde se alimentam e se reproduzem. Quando há machos e fêmeas, produzem ovos, que se soltam e caem no ambiente (solo, camas, casinhas etc.).
/// Os ovos, ao eclodirem, liberam larvas que se alimentam de materiais orgânicos até atingirem a fase de pupa, quando se forma um casulo. Só após este período chegam à fase adulta, quando a pulga procura um animal para parasitar. E, assim, o processo recomeça.
/// Este inseto não tem o hábito de pular de um animal para o outro. Ele tende a ficar na superfície do bichinho até finalizar seu ciclo de vida.
/// Segundo Cristine, estima-se que, para cada cinco pulgas encontradas na pelagem de um cão ou gato, há outras 95 fases em andamento no ambiente (sejam ovos, larvas ou pupas). “Por se alimentam de sangue, elas acabam gerando anemia nos animais e podem transferir doenças, em função da picada”, explica a professora. 

Carrapatos
/// Ao contrário das pulgas, os carrapatos procuram hospedeiros em diferentes fases de seu ciclo de vida. Pertencentes ao grupo dos ácaros, infectam cães – não é comum encontrá-los em gatos.
/// No corpo do animal, os machos e fêmeas procriam. Porém, após a reprodução, a fêmea se mantém grudada no cão, cheia de ovos, e fica assim até cair no solo. Só quando chega ao ambiente que libera os ovos.
/// Quando as larvas eclodem, já procuram animais para parasitar. Estando no cachorro, alimenta-se de seu sangue até se transformar em uma ninfa, sua terceira fase, e cai de novo no solo. Após, torna-se adulta e sobe mais uma vez nos cães.
/// Com um ciclo de vida diferente das pulgas, o mesmo carrapato pode parasitar mais de um animal. Além disso, em todas as fases que está no solo, ele caminha. Assim, se desloca para outros espaços e contamina casas e animais da vizinhança. Cristine comenta que, em um período entre seis e 24 dias, uma fêmea de carrapato pode depositar de 5 mil a 7 mil ovos no ambiente. 


Tratamento: “O ideal é garantir a prevenção” 


Os produtos utilizados para conter os parasitas são os mesmos. Existem diversos tratamentos disponíveis no mercado, com diferentes formas de usos. Alguns deles são destinados ao ambiente, para eliminar as pragas espalhadas no solo, e outros são utilizados diretamente nos bichinhos. 

Cristine faz um alerta para os perigos do mau uso de alguns dos produtos mais comuns para este fim. O butox, por exemplo, não serve para dar banhos em cães e gatos, pois pode intoxicá-los. É um produto que, se utilizado, deve ser apenas para limpar o ambiente. Além disso, não possui ação residual, ou seja, pode até matar os parasitas que estão no animal, mas não impede que outros subam nele. 

– Pulgas e carrapatos requerem tratamento e prevenção, e isso é feito através de produtos. Cabe ao tutor procurar o que seja mais acessível para ele, mas que também tenha eficácia. O ideal é, mensalmente, garantir a prevenção – pontua a professora, ao explicar que o tratamento deve ser contínuo, e não apenas quando o mascote for contaminado. 

Alguns medicamentos são feitos para serem aplicado direto no bichinho, e podem ser utilizados mensalmente. Outros são por via oral, com eficácia de 120 dias. Há ainda as coleiras, que duram por oito meses – possuem o valor um pouco mais elevado que os demais tratamentos, porém sua duração é mais prolongada. 

Por existirem muitas opções de medicamentos, a indicação é que o tutor procure locais confiáveis para a compra. Hoje em dia, é comum que as clínicas veterinárias também possuam farmácias. Indo até esses espaços, o tutor poderá conversar com um profissional capacitado para indicar o produto mais eficaz e que melhor caiba em seu bolso.

Produção: Émerson Santos


 
 
 
 
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