Internações clínicas por covid-19 têm redução de quase 10% em uma semana no RS - Notícias

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Monitoramento da Ômicron10/02/2022 | 08h46Atualizada em 10/02/2022 | 08h46

Internações clínicas por covid-19 têm redução de quase 10% em uma semana no RS

Indicadores de casos e hospitalizações têm mostrado desaceleração nos últimos dias; mortes ainda seguem em alta

Internações clínicas por covid-19 têm redução de quase 10% em uma semana no RS Félix Zucco / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Félix Zucco / Agencia RBS / Agencia RBS

O número de pacientes com covid-19 internados em leitos clínicos no Rio Grande do Sul registra uma redução de 9,9% nos últimos sete dias. Dados da tarde desta quarta-feira (9) mostram que há 1.261 adultos internados com covid-19 em leitos clínicos – há sete dias, eram 1.400.

Esta é a primeira semana em que há redução nas internações clínicas em 2022, após um janeiro de aumento expressivo nas hospitalizações pela doença.

Na segunda semana de janeiro, a alta foi de 111,4% (eram 351 pessoas no dia 12 e o número subiu para 742 pessoas sete dias depois). Na terceira semana de janeiro, o aumento foi de 59,2% (subindo de 742 pessoas no dia 19 para 1.181 pessoas sete dias depois).

Entre a última semana de janeiro e o início de fevereiro, a subida foi de 18,5% (eram 1.181 pessoas em 26 de janeiro e o número acresceu para 1.400 em 2 de fevereiro). A partir daí, esse indicador começou a cair discretamente, chegando até os 1.261 atuais.

Desde a última semana, GZH tem mostrado indícios de desaceleração no contágio e o surgimento dos primeiros sinais de melhora desde que a Ômicron fez explodir o número de casos. Especialistas ouvidos pela reportagem ao longo dos últimos dias endossam essa perda de velocidade atual, mas dizem que é cedo para afirmar que há uma queda nos indicadores.

O indicador de pacientes com covid-19 em leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTIs) também apresenta desaceleração, mas ainda sem saldo positivo na semana. Na tarde desta quarta-feira, são 565 adultos com covid-19 em leitos de UTI – uma alta de 4,8% em relação a sete dias atrás.

Os indicadores de internações são usados por governos e estudiosos para analisar a expansão ou retração da pandemia, em conjunto com os indicadores de novos casos. Isso porque os números de novos casos inseridos dia a dia no sistema são considerados apenas parcialmente confiáveis, por serem prejudicados pela subnotificação e por atrasos de lançamento.

Nesta quarta-feira, foram registrados mais 16.431 casos nas últimas 24 horas, no Estado. Com essa atualização, a média móvel é de 16.550,9 novos casos diários. A média móvel de casos oscila há 12 dias em patamar elevado, mas sem bater novos recordes. O último pico foi registrado em 28 de janeiro, com média de 17.683,6 novos casos.

— Não dá para afirmar ainda que esteja caindo o número de casos. Precisamos observar mais uns 15 dias para ter uma ideia mais clara. Uma das razões é a instabilidade nas notificações de casos. E o dado depende também da oferta de testes de covid da rede. É preciso ter ainda cautela para identificar um real platô e uma tendência de redução — disse o infectologista Ronaldo Hallal, em entrevista a GZH, na terça-feira (8).

Mortes ainda seguem em alta no RS

Apesar da desaceleração em novos casos e internações, as mortes ainda seguem crescendo no Rio Grande do Sul. Isso se deve ao fato de que o indicador de óbitos é o último a refletir mudanças de comportamento na pandemia. Assim, as mortes que estão sendo registradas agora têm relação com pessoas que se contaminaram semanas atrás. Por essa razão, esse é um indicador classificado como “tardio” por especialistas.

Nesta quarta, foram registradas mais 94 mortes, o que deixa a média móvel em 54 óbitos diários por covid no Estado. Esta é a maior média móvel de mortes desde o fim de julho. Ainda que expressivo, o número atual de óbitos é menor do que nos picos anteriores da pandemia.

O fato de o Estado registrar, nas últimas semanas, recorde de casos sem, contudo, contabilizar recordes de mortes se deve, segundo especialistas, ao sucesso da vacinação. A vacina é a principal responsável por reduzir as chances de as pessoas desenvolverem formas graves da doença. Há indicativos, também, de que a variante Ômicron possa ser menos agressiva do que as anteriores.

O cálculo de média móvel é usado por especialistas e governos para avaliar os indicadores de novos casos e mortes confirmados diariamente, visto que, em alguns dias da semana, há mais inclusões de dados no sistema do que em outros.

 
 
 
 
 
 
 
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