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Jardim Europa27/02/2022 | 13h11Atualizada em 27/02/2022 | 13h11

Mais de uma dezena de peixes aparece morta em lago do Parque Germânia

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente, causa da mortandade é a falta de oxigênio

Mais de uma dezena de peixes aparece morta em lago do Parque Germânia Lauro Alves / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Lauro Alves / Agencia RBS / Agencia RBS

Frequentadores do Parque Germânia, no bairro Jardim Europa, em Porto Alegre, têm denunciado mortandade de peixes no lago que fica ao lado do acesso principal à área verde. Nesta sexta-feira (25), pelo menos 11 peixes estavam mortos na água ou no entorno dela. Um deles, boiando, servia de alimento para uma tartaruga por volta do meio-dia. Outros cinco tinham sido retirados da água e repousavam nas pedras que delimitam a bacia artificial, apresentando diferentes tamanhos e estados de decomposição.

Um funcionário do parque informou que a alimentação dos bichos segue normal, como, segundo ele, orienta a veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus), responsável pelo bem-estar dos animais. Alimentados um dia sim, outro não, os peixes que acabam morrendo ali devem ser retirados pelas equipes que fazem a manutenção do espaço verde, a partir de alertas da Associação de Amigos do Jardim Europa (AAJE), mantenedora do Germânia.

Cercado desde 2017, o Parque Germânia foi inaugurado em 2006. Enquanto a manutenção dos espaços é feita pela AAJE desde 2008, a responsabilidade pela flora e fauna do ambiente segue a cargo da Smamus. Os 15,11 hectares, que contam com quadras esportivas, árvores e caminhos para corrida, pedalada e caminhada são abertos ao público das 6h às 20h, com supervisão de seguranças particulares.

Nesta sexta-feira, no entanto, um segurança e um funcionário foram vistos no interior do parque. O lago onde os peixes vêm sendo encontrados mortos também abrigava dezenas de peixes menores vivos, com menos de cinco centímetros de comprimento, e tinha suas águas com coloração verde-musgo.

No centro do lago, uma fonte arremessava água para cima, enquanto a borda mais próxima da calçada da Avenida Túlio de Rose recebia outro fluxo, proveniente de uma mangueira. Por ser horário de almoço, nenhum funcionário estava encarregado de atividades no espaço naquele momento. 

O que diz a Smamus

Por meio de nota, a Smamus identificou a causa da morte e explicou a situação. Confira a íntegra:

"A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade (Smamus) e a Associação de Amigos do Jardim Europa (AAJE) informam que a morte de peixes no Parque Germânia se deu pela falta de oxigênio que ocorreu no espelho d´água. O Rio Grande do Sul está atravessando um período de estiagem muito longo. Pouca chuva e muita evaporação fazem com que os locais com água comecem a secar. Primeiro, há alteração na concentração de nutrientes, seguido por uma maior proliferação de algas e diminuição do oxigênio. 

Técnicos da Smamus trabalharam para melhorar a oxigenação da água com aspersão por meio de um chafariz. As condições no local estão evoluindo positivamente. O peixes analisados na manhã desta sexta-feira, 25, não apresentavam falta de oxigênio. A situação tende a normalizar com a ocorrência de chuvas previstas para o final de semana.

A Smamus e a AAJE reforçam que animais, como peixes e cágados, que estão no espelho d´agua são descartados de forma inapropriada no reservatório, o qual não possui originalmente condições adequadas para a criação de animais.

Todas as ações de cuidado de fauna e da flora do Parque Germânia, realizadas pela adotante, seguem orientação da Smamus."

 
 
 
 
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