Emergência pediátrica do Hospital de Clínicas volta a ter ocupação três vezes acima da capacidade - Notícias

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Novo aumento19/04/2022 | 21h30Atualizada em 20/04/2022 | 08h19

Emergência pediátrica do Hospital de Clínicas volta a ter ocupação três vezes acima da capacidade

Durante a madrugada, setor chegou a registrar 32 crianças sendo atendidas, o maior número do ano

Emergência pediátrica do Hospital de Clínicas volta a ter ocupação três vezes acima da capacidade Jefferson Botega / Agencia RBS/Agencia RBS
Foto: Jefferson Botega / Agencia RBS / Agencia RBS

A emergência do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) voltou a registrar um alto patamar de ocupação nesta terça-feira. Segundo o hospital, no início do dia, 30 crianças eram atendidas onde existem nove vagas, o que representa mais do que o triplo da capacidade. Durante a madrugada, chegou a ser registrado o pico do ano, com 32 pacientes em atendimento. Posteriormente, retornou ao cenário registrado no dia 8 de abril, considerado o mais crítico até então.

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Desde o começo do mês, a ala pediátrica do Clínicas se encontra superlotada. Na semana passada, houve uma pequena queda no número de pacientes atendidos. No entanto, nos últimos dias, a demanda voltou a crescer. Segundo a médica Patrícia Lago, chefe do Serviço de Emergência e Medicina Intensiva Pediátrica do hospital, dois terços dos casos atendidos neste momento envolvem doenças respiratórias. Patrícia aponta que um dos motivos para o agravamento da situação é a maior exposição das crianças ao ambiente externo após dois anos de isolamento.

— Já estávamos notando, de uns anos pra cá, que os vírus causadores de doenças respiratórias têm iniciado as infecções mais cedo. A isso, soma-se o fato de que, nos últimos dois anos, as crianças estavam em casa, sem ter tanto contato com os adultos. Com a volta das atividades, há um aumento das contaminações — afirma Patrícia.

Apesar do atual panorama, o HCPA garante que está conseguindo atender todos os pacientes. Quando chegam nas emergências, as crianças passam por um processo de triagem, em que é identificada a gravidade da doença. Os que apresentam mais dificuldades são atendidos rapidamente, com a ajuda de profissionais de outros setores do hospital. Já aqueles que registram sintomas mais leves têm esperado em média quatro horas.

Para evitar o aumento no tempo de espera, e permitir foco em ocorrências graves, as autoridades médicas orientam que, em casos mais simples, a população procure as unidades básicas de saúde ou os pronto atendimentos. Porto Alegre possui três unidades que funcionam 24 horas: Cruzeiro do Sul, Bom Jesus e Lomba do Pinheiro.

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