"Era meu orgulho desde sempre", diz pai de motociclista morto em queda de viaduto na zona norte de Porto Alegre - Notícias

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Tragédia no trânsito13/04/2022 | 08h51

"Era meu orgulho desde sempre", diz pai de motociclista morto em queda de viaduto na zona norte de Porto Alegre

Guilherme Benites da Silva, 30 anos, deixa a esposa grávida de dois meses

"Era meu orgulho desde sempre", diz pai de motociclista morto em queda de viaduto na zona norte de Porto Alegre Arquivo Pessoal / Reprodução/Reprodução
Foto: Arquivo Pessoal / Reprodução / Reprodução
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O motociclista morto ao cair do viaduto José Eduardo Utzig, na zona norte de Porto Alegre, nesta terça-feira (12), havia comprado a casa própria há um ano e seria pai daqui a alguns meses. Guilherme Benites da Silva, 30 anos, deixou a esposa grávida de dois meses e meio, além do pai, da mãe e de cinco irmãs.

— Era meu único filho homem, meu orgulho desde sempre, e vai seguir sendo. Comprou casa no bairro Hípica há um ano. Estava superfeliz — conta o pai, Marco Antônio da Silva, 64 anos de idade completados na semana passada.

O pai conta que não gostava da ideia de o filho ter moto. O veículo com o qual ele se acidentou era o segundo que havia possuído. A irmã, Daniela, disse que ele planejava vender e comprar um carro, pois a esposa espera o bebê. 

— Comprou apartamento, tinha um bom emprego, onde se dava com todo mundo. Pessoa maravilhosa e querida por todo mundo — lamenta Daniela.

O cordão vermelho do crachá que Guilherme usava no momento do acidente dizia "Brigada de Emergência". O capacete que utilizava era preto com detalhes vermelhos. Ele vestia uma camisa bordô com as mangas dobradas e abotoadas acima do punho. Óculos e calças pretas, e sapatos da mesma cor, combinando com a moto. 

Silva trabalhava como supervisor de gestão de cargas em uma empresa de logística próxima ao local do acidente. Ele havia encerrado o turno de trabalho às 6h, após cumprir um turno de 24 horas. Dois colegas de trabalho dele deixavam a empresa momentos após o acidente e passaram pelo local da queda. Emocionados, foram amparados por uma psicóloga da companhia. GZH esteve na empresa, onde o clima era de tristeza e consternação. 

A sobrinha da vítima, Yasmin Alves, 20, trabalha na mesma companhia e no mesmo setor que o tio, porém, em horário diferente. A jovem lembra que passou por ele na troca de turno na manhã desta terça-feira.

— Era uma pessoa incrível. Passou por mim, brincou que estava de novo trocando de celular e saiu. Me deu tchau, ainda — comenta.

O acidente, com óbito imediato por traumatismo craniano, ocorreu por volta de 12h30min.  Durante a tarde, a família aguardava a liberação do corpo na sede do Instituto-Geral de Perícias (IGP). A esposa gestante precisou ser retirada do local por sentir dores. A Polícia Civil e o IGP investigam as circunstâncias do fato. 

 
 
 
 
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