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Coluna da Maga09/05/2022 | 09h00Atualizada em 09/05/2022 | 09h00

Magali Moraes e o vício de celular

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes e o vício de celular Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Você consegue imaginar a sua vida sem esse aparelhinho? Eu não. Tô cada vez mais viciada. Dependente seria a palavra correta. Se ele não estiver na minha mão ou ao alcance dos olhos, eu já me preocupo e saio procurando ao redor. Como a gente vivia antes sem celular e as facilidades que ele traz? Essa justamente é a armadilha: vai fazer algo útil (como pagar uma conta) e desvia a atenção pro rolo de fotos, redes sociais, alarme, bloco de notas, agenda, jogos, música e aplicativos.

Quando o telefone fixo perdeu o fio e nos permitiu telefonar de qualquer canto da casa, já foi revolucionário. Era liberdade e praticidade. Mas depois que inventaram o telefone móvel (vulgo celular) e ele se tornou um smartphone, aí sim a diferença foi enorme. Hoje em dia, um bom celular substitui o computador pra trabalhar e é lazer 24 horas. Fazer fotos e vídeos cada vez mais profissionais é outro grande benefício. Celular virou até forma de pagar. Por aproximação, nem se abre a carteira.

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Viu só como eu defendo o vício? Celular é poder consultar a previsão do tempo, ler as notícias, pesquisar no Google, assistir a séries, ter à disposição os documentos digitalizados. O lado ruim é ficar obcecado por wi-fi e o nível da bateria. A quantidade de horas hipnotizado na telinha. A dor na cervical por ficar muito tempo de cabeça baixa. E o convívio que se perde com quem está ali junto. Na teoria, a gente sabe que precisa equilibrar o uso. Na prática, seguimos de olho nas notificações.  

Eu invejo quem desliga o celular e passa um final de semana inteiro sem usar. Quem chega em casa e nem tira ele de dentro da bolsa. No bolso, é tentação demais. Quando vê, tá mexendo. Se pra um adulto é difícil ter autocontrole, imagina controlar as crianças que já nasceram deslizando o dedinho em uma tela. A tecnologia transforma nossas vidas, cria novos hábitos, nos acostuma mal com tantos recursos disponíveis. Desde que não vicie desse jeito. 


 
 
 
 
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