Michele Vaz Pradella: "O que aprendi com a pandemia" - Notícias

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Direto da Redação18/05/2022 | 11h26Atualizada em 18/05/2022 | 11h26

Michele Vaz Pradella: "O que aprendi com a pandemia"

Jornalistas do Diário Gaúcho opinam sobre temas do cotidiano

Michele Vaz Pradella: "O que aprendi com a pandemia" Agência RBS / Agência RBS/Agência RBS
Direto da Redação Foto: Agência RBS / Agência RBS / Agência RBS

Quem está na internet desde que “isso tudo era mato” deve se lembrar de um texto, uma espécie de corrente, que circulava por e-mail. Intitulado “Você aprende”, foi atribuído a William Shakespeare, mas sua autoria é desconhecida, e nem o Google resolveu esse mistério até hoje. O que interessa é que me lembrei desse texto ao pensar sobre os últimos dois anos. Sim, a pandemia, aquela que muita gente finge que acabou, mas que continua por aí. A questão de um milhão de reais é: o que você aprendeu nos últimos dois anos?

Duvido que alguém tenha saído ileso desse período de confinamento, medos e aflições. Com mais tempo em casa, longe das pessoas que amamos, assistindo a notícias alarmantes nos telejornais, todos esses fatores afetaram nossas vidas e nossa saúde mental. Os brasileiros – e principalmente os gaúchos – nunca sofreram tanto com depressão, ansiedade e outros problemas desse tipo. Por isso, a primeira coisa que aprendi com a pandemia foi a não me cobrar tanto, a respeitar quando a mente dá sinais de alerta. Cansou das más notícias? Veja um filme, uma série, assista a vídeos de gatinhos...

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Outra grande lição foi não fazer planos a longo prazo. Ou, pelo menos, não depositar todas as fichas nesses planos. Uma pandemia pode nos trancar em casa por tempo indeterminado, lembram? Aí, aquela viagem, a festa de aniversário tão sonhada ou as férias em família podem não acontecer. E tudo bem. O “quando der” virou minha medida de tempo para qualquer objetivo futuro.

Por fim, e aqui o mais importante: diga que ama, que alguém é importante, fundamental na sua vida. Muitas famílias não puderam dar o último adeus a seus entes queridos. Por isso, deixar para depois nem sempre é uma opção.

Lidar com as frustrações não é fácil, isso vale para uma ameaça de pandemia, guerra nuclear ou o futuro político do país. O jeito é respirar fundo e não abandonar aquela palavrinha que serve para qualquer instante da vida: ESPERANÇA.


 
 
 
 
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