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Bicharada30/06/2022 | 14h50Atualizada em 30/06/2022 | 14h50

Após reportagem do DG, ONG da causa animal consegue restaurar sítio atingido por ciclone

Depois do ciclone Yakecan, que causou destelhamento parcial da ONG Majuna, em Porto Alegre, organização consegue doações de telhas e madeiras para reformar quase toda a sede

Após reportagem do DG, ONG da causa animal consegue restaurar sítio atingido por ciclone Arquivo pessoal / Reprodução/Reprodução
Organização conseguiu 36 das 39 telhas que precisava para reformar todo o sítio Foto: Arquivo pessoal / Reprodução / Reprodução

Na edição do dia 20 de maio, o Diário Gaúcho contou a luta da ONG Majuna para reconstruir a sede que foi atingida pelo ciclone Yakecan. A organização atua desde 2019 na proteção animal e opera em um sítio situado no extremo sul da Capital. 

O ciclone causou diversos estragos no local, relembra Raquel de Castro, 54 anos, coordenadora do projeto. O principal foi o destelhamento parcial do galpão que é usado para armazenar mantimentos, e de cinco canis, que, na época, abrigavam quase 30 animais. 

– Um dia depois da tempestade, quando iniciamos as tarefas do sítio, vimos a destruição causada (pelo ciclone), e bateu o desespero, pois estava no final do mês e não tínhamos dinheiro para arrumar (o local) – recorda a protetora. 

Temendo futuras chuvas e a exposição dos animais ao relento, a voluntária buscou ajuda para reconstruir o sítio. Ela abriu uma campanha de arrecadação de recursos e materiais, procurou o DG para contar sobre a ação e juntou forças físicas e emocionais para restaurar parte do local, que já havia sido erguido também com esforço. 

– Eu entrei em contato com o DG para pedir colaboração. No mesmo dia que a matéria saiu no jornal, começamos a receber ligações, e as doações começaram a chegar. Foi uma bênção. Nós conseguimos 36 telhas e algumas madeiras para reformar os canis e o galpão. Nós precisávamos de 39 telhas para toda a reforma – relata.

Voluntariado 

Raquel explica que nem todos que ajudaram a ONG realizaram doações. Muitos não tinham dinheiro ou materiais para ofertar. Mesmo assim, essas pessoas queriam colaborar com a causa de alguma forma. Assim, ofereceram apoio para as reformas, se voluntariando para pregar, cortar madeiras e colocar a mão na massa. 

Depois de alguns dias de consertos e ações de solidariedade, o espaço está quase todo reformado. Os cinco canis destruídos pelo ciclone voltaram a abrigar, de forma confortável e quentinha, os animais que ficaram sem casinha e que haviam sido realocados para outras áreas do sítio. 

O galpão ainda está passando por reformas, mas a parte que armazena os mantimentos dos bichinhos está novamente em condições de uso. Apenas uma pequena parte segue precisando de reparos para que tudo se normalize na ONG Majuna.

Trabalho de proteção continua 

Desde o início da ONG, em 2019, mais de 2 mil bichinhos já foram acolhidos. Hoje, a organização cuida, de forma voluntária, de cerca de 400 animais. Entre eles: cabras, galinhas, ovelhas, coelhos, cavalos, gatos e cachorros. Todos resgatados das ruas, de abandono ou de maus tratos. 

As despesas para manter o funcionamento do projeto beiram os R$ 23 mil mensais, arrecadados a partir de ações de brechós e de vendas de tampinhas de garrafa pet. Mais recentemente, em 2020, Raquel fundou a clínica veterinária Impa Vet Center, que atua como um braço da ONG, realizando atendimentos com valores acessíveis para diferentes perfis econômicos e direcionando todo o valor arrecadado para o custeio das despesas do sítio. 

Mesmo assim, às vezes as contas não fecham. Quando ocorre algum imprevisto, como o ciclone Yakecan, por exemplo, Raquel diz que é muito difícil atender todas as necessidades da ONG. Por isso, ela destaca a importância das doações. 

– São essas doações, mesmo as pequenas, que nos permitem continuar o nosso trabalho. Somos muito gratos por isso – diz a protetora.

Colabore

/// A ONG recebe contribuições financeiras pelo PIX 35.933.315/0001-76.
/// Para doar rações e insumos, você pode entregá-los no ponto de coleta (Avenida Otto Niemeyer, 3.475, bairro Cavalhada, Porto Alegre).
/// Mais informações, entre em contato com Raquel pelo telefone (51) 99772- 5406 ou Instagram @majunaprotecaoanimal.

Produção: Júlia Ozorio


 
 
 
 
 
 
 
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