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Coluna da Maga24/06/2022 | 09h00Atualizada em 24/06/2022 | 09h00

Magali Moraes: sobre limites

Colunista escreve às segundas e sextas-feiras no Diário Gaúcho

Magali Moraes: sobre limites Fernando Gomes/Agencia RBS
Magali Moraes Foto: Fernando Gomes / Agencia RBS

Dizer não é uma das coisas mais difíceis (e libertadoras) que existem. Não quero, não posso, não gosto, não vou, não aceito assim. Você consegue falar essa palavrinha mágica na hora certa? E se manter firme? Dizer não pros outros é usar a sinceridade a seu favor. O que vão pensar? Bom, cada um pensa o que quiser. A gente tem mais o que fazer da vida. Um não dito com convicção encerra o assunto, nem dá chance pro talvez. Pode doer na hora, depois traz alívio e paz de espírito. 

Mas se prepare. Algumas pessoas não aceitam receber negativas, se espantam, se incomodam, querem o sim a todo custo, tentam reverter a situação. Parece que a gente disse algo complicadíssimo de entender, como se fosse em outra língua que precisa de tradução. Não é não, sem mimimi. Se for impossível, então o jeito é colocar limites. Uma maneira de equilibrar o que esperam de você com aquilo que você está disposto a entregar. Dar e receber limites deixa tudo mais transparente. 

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Isso vale pra ambiente de trabalho, criação dos filhos, relacionamentos amorosos e familiares, convívio entre vizinhos e qualquer relação sadia. Quando penso em limites bem definidos, lembro da fase dos aniversários de criança com horário pra começar e pra terminar marcados no convite. Como eu achava civilizado: os limites eram também pros pais. Os convidados tinham duas ou três horas pra encher a pança de doces e salgados, brincar, cantar parabéns e terminar a função. Ufaaa.

Se estabelecer limites com a criançada já é tarefa ingrata, entre adultos é quase ficção científica. O que tem de gente que se faz de louca. Especialmente nas relações profissionais, estabelecer limites é visto com maus olhos. Só que novos formatos de trabalho surgem cada vez mais, onde tudo pode ser recombinado. O que falta (como sempre) é empatia. Num dia, é você quem dá os limites. No outro, é quem recebe. Se não te faz feliz, diga não. Se você quer tentar, deixe claro suas condições.


 
 
 
 
 
 

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